O Inter de 2014 é outro time, comparado com o de 2013. Lógico que os adversários mais fortes ainda não foram enfrentados, exceto o Grêmio, mas até contra eles a diferença já é vista. Ano passado, em confrontos com equipes mais fracas, como Veranópolis, Santa Cruz-PE e Juventude por exemplo, o colorado venceu com enorme dificuldade. Já este ano, sobrou contra o Cruzeiro-RS e Caxias e fez um bom jogo contra o Grêmio na Arena. Claro que o time precisa ter sequência com este futebol para provar que melhorou, mas a amostragem parcial já é muito positiva.
A primeira grande mudança foi a troca na forma de jogar. Com um meio-campo mais leve com as presenças de Alex e do ótimo chileno Aránguiz, a equipe busca criar espaços para a construção das jogadas com mais velocidade, muitas vezes usando os laterais Fabrício pela esquerda, e Gilberto ou Cláudio Winck pela direta, para auxiliar nas triangulações pelos flancos. Junto a isso, a presença de D'Alessandro pelo lado ajuda a descongestionar a marcação por dentro e deixa o gringo, principal jogador e armador de jogadas do time, com mais espaço para jogar. Com a mecânica de jogo mais bem encaixada, mesmo o lento Rafael Moura consegue se adequar a estrutura tática, já que não precisa usar velocidade, mas sim a imposição física e o poder de finalização, para aproveitar as chances criadas pela equipe.
Já a defesa parece se portar melhor. Paulão e Juan formam uma dupla que se completa, pois Paulão é um jogador de força e imposição física, e Juan é um jogador mais técnico. A frente deles, Willians parece render mais jogando como primeiro volante e usando sua energia para fazer o que melhor sabe, que é desarmar. O grande problema de Willians ainda são os intermináveis erros de passe, que talvez diminuam quando o jogador tomar consciência de que tem que melhorar no fundamento ou parar de tentar passes longos e focar nos passes para o companheiro mais próximo.
A melhora demonstrada pela equipe tem muito a ver com o seu treinador. Abel Braga faz um trabalho belíssimo até agora e, mesmo com pouco tempo, já definiu uma equipe e vai dando padrão de jogo para ela. Abel usa muito bem também a variação de sistemas, podendo trocar do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 só com o posicionamento de Aránguiz, que pode tanto formar a dupla de volantes com o Willians, como pode adiantar para a linha de 3 meias, formando um quarteto de armação com Alex, D'Alessandro e Jorge Henrique.
Outro fato positivo é que, mesmo com a troca de algumas peças, a forma de jogar é a mesma. Isso deu para se notar na partida de sábado contra o Caxias, quando Alex e Gilberto ficaram fora por lesões, e Alan Patrick e Cláudio Winck entraram e desempenharam as mesmas funções.
Consertando a cobertura aos laterais e o fato de, muitas vezes, a defesa ficar exposta para os contra ataques, o Inter tem margem para crescer mais ainda, e se tornar um dos time mais fortes do Brasil em 2014.

Gosto de futebol mas não entendo muito... srsrs
ResponderExcluirSem contar que o meu time ta uma caca...srsr
Quando dé passa lá:
http://ananicolau.blogspot.com.br/2014/02/pagamento-de-pensao-alimenticia-quando.html