quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A decadência Corinthiana


2012 foi o ano do Corinthians. Com uma defesa forte, bem montado taticamente num 4-2-3-1 que era executado a beira da perfeição, além de contar com individualidades como Cássio, Danilo, Emerson Sheik e Guerrero em alta, o time paulista conquistou a tão sonhada Libertadores, e coroou o brilhante desempenho no ano com o título mundial, vencendo de maneira incontestável o poderoso Chelsea em Yokohama.
Para 2013, Alexandre Pato e Renato Augusto vieram a peso de ouro, deixando o time ainda mais forte e com mais opções no elenco em relação a equipe campeã mundial. Para completar, o multicampeão Tite, melhor treinador do Brasil, seguiu no comando. Era o cenário perfeito para o timão ter mais uma temporada perfeita, correto? Errado.
O 2013 Corinthiano começou bem, com o título paulista em cima do Santos de Neymar, em plena Vila Belmiro. Mas aí veio o pior: a eliminação na Libertadores, em um jogo polêmico contra o tradicional Boca Jrs, foi um baque para a torcida e para o time, e desde ali, os Corinthianos jamais tiveram o mesmo desempenho.


Após a parada para a Copa das Confederações, o Timão foi campeão da Recopa, vencendo o rival São Paulo por duas vezes, e deu mostras de que faria um grande Brasileirão, o que não se confirmou. Com uma campanha horrorosa, onde simplesmente não conseguia fazer gols e não tinha força ofensiva alguma, os corinthianos ficaram mais perto da zona de rebaixamento do que do G-4. A campanha pífia, teve a ver com a queda de rendimento de jogadores como Danilo, Emerson Sheik e Alessandro, e também com o grande número de lesões de Cássio, Guerrero e Fábio Santos. Unido a isto, a saída de Paulinho, melhor jogador do time e vendido ao Totenham, não teve em Guilherme um substituto a altura, já que Guilherme não marca com a mesma eficiência e não tem a mesma chegada a frente de Paulinho. Já o 4-2-3-1 com pressão na saída de bola do adversário e contra ataque fulminante, parecia ter perdido o encaixe, o que gerou muita dificuldade de a equipe repetir os belos momentos de 2012 e fez o time perder jogos incríves, como os 4 a 0 diante da Portuguesa. O Corinthians escancarou que não tinha um plano B para jogar, caso o A não funcionasse.


Para 2014, o ano já começou errado, pois dispensar Tite, o melhor treinador do país, foi um erro da direção. Mano Menezes, com outra filosofia de trabalho, bagunçou e piorou ainda mais o time. Hoje, o Corinthians continua sem fazer gols, mas toma muito mais, prova disso que no Brasileirão passado a equipe levou apenas 18 gols em 38 jogos, e nesta temporada, só em 7 jogos, levou 12 gols. 
Portanto, Mano Menezes não melhorou o ataque, e ainda bagunçou a defesa, principal virtude do time desde 2011, quando foi campeão Brasileiro.
As perspectivas não são as melhores, já que a decadência de nomes grandes do elenco é notória. Junto a isso, o fato de o time campeão do mundo já não existir mais, já que além de Tite, saíram 5 titulares daquela equipe (Chicão, Alessandro, Jorge Henrique, Paulinho e Paulo André) que venceu o Chelsea.
Está claro que o Corinthians vive uma passagem de ciclo, o que é natural em qualquer clube vencedor, só não é normal que seja tão rápida e abrupta como foi esta. Hoje, o Corinthians não é nem sombra do time de 2012, e parece que nem vai ser.



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