sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alex precisa ser adiantado para voltar a render

Em 2008, Alex se destacou jogando mais adiantado.
Contratado em 2013 para ajudar D'Alessandro na armação das jogadas e repetir a parceria que fez sucesso em 2008, Alex até agora não vingou no Inter. Sua segunda passagem deixa muito a desejar em relação a primeira, já que hoje o meia não consegue nem se firmar na equipe titular. Mas talvez o problema não seja somente de Alex. O jogador viveu seu grande momento na carreira jogando quase como um atacante em 2008, e hoje atua muito recuado, o que prejudica a sua principal característica, que é o potente chute de perna esquerda.

Hoje, Alex é quase um volante no time do Inter.
Atualmente, Alex é quase um volante no time de Abel Braga, já que muitas vezes recua e Aránguiz se transforma no meia da linha de 3, que joga atrás de Rafael Moura. Nesta posição, Alex se torna um jogador comum, pois não tem velocidade para chegar a frente como elemento surpresa.
Quem no Beira-Rio tem a qualidade de finalização do meia? Ninguém. Alex está sendo mal aproveitado no Inter, diferente do que foi pelo Corinthians, já que na Libertadores 2012, o meia, que jogava como o "falso-nove" no esquema de Tite, jogou muito bem na sua real posição. O Inter descobriu o melhor Alex em 2008, e hoje não o utiliza. 

Alex precisa ser adiantado, para aproveitar seus chutes.
A melhor opção para a equipe, é adiantar Alex e colocá-lo próximo a Rafael Moura, e tirar Jorge Henrique do time, para a entrada de Otávio ao lado de D'Ale, ou de algum volante ao lado de Willians, adiantando Aránguiz para jogar ao lado de D'Alessandro.
Alex pode ser o diferencial do Inter 2014, mas precisa ser escalado corretamente. Jogando quase como um volante, vai voltar a decepcionar a torcida que tanto o idolatrou.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Grêmio é o melhor Brasileiro da Libertadores até agora

Grêmio iniciou muito bem a Libertadores.

Após a segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, já podemos fazer uma melhor análise sobre os times brasileiros. O Grêmio, com duas belas vitórias e, principalmente, jogando bem, é o melhor brasileiro até agora. A entrada do menino Luan na vaga do lesionado Kléber Gladiador mudou a cara da equipe, que agora conta com mais velocidade, agilidade e qualidade de drible, já que Luan é muito superior a Kléber em todos esses fundamentos. Além disso, a volta do bom futebol de Ramiro, aliada com a solidez da defesa, que ainda não sofreu gols, transforma o tricolor na melhor equipe do "grupo da morte" e faz com que uma vitória sobre o Newell's na próxima rodada, praticamente garanta a classificação aos comandados de Enderson Moreira.
Outro brasileiro 100% é o Atlético-MG. Atual campeão, o Galo ainda não demonstra o futebol que encantou no ano passado. Abusando dos cruzamentos para Jô e com muitos erros de passe, especialmente de Ronaldinho e Dátolo, o time de Paulo Autuori parece que ainda não está no melhor de sua forma. Mas vai crescer.

Apesar dos 100%, Galo ainda não encanta.

O Cruzeiro voltou a jogar muito bem e goleou a Universidad de Chile, no Mineirão. Ficou claro que o tropeço contra o Garcilaso, na primeira rodada, foi pela altitude e não por problemas da equipe. O time mineiro, na minha opinião, é o grande favorito ao título da Libertadores desse ano. Destaque para Ricardo Goulart, que com 3 gols, foi o melhor em campo.
No Maracanã, o Flamengo ganhou tranquilamente do Emelec, com destaque para Éverton e Hernane, que jogaram muito bem e fizeram gols. O destaque negativo foi o argentino Lucas Mugni, que com muitos passes errados, ficou devendo. Já o Botafogo esbarrou nos gols perdidos e na limitação de Ferreyra, atacante que apesar do gol marcado, mostra ser muito fraco tecnicamente, e empatou com o Unión Española, no Chile. Destaque para o Uruguaio Lodeiro, que mais uma vez jogou uma excelente partida, com muita movimentação.

Atlético-PR apresenta futebol muito pobre.
Quem ainda está devendo é o furacão. Tido como o time mais fraco entre os brasileiros, o Atlético-PR comprova isso a cada atuação ruim. Sem ritmo por não jogar o estadual, e com os principais jogadores sentindo o peso do jogo e atuando muito abaixo, o time paranaense foi presa fácil para o Vélez. O treinador espanhol, Miguel Ángel Portugal, é muito confuso e muda o time a cada jogo, prejudicando o conjunto da equipe que, sem repetição, não consegue se entrosar. Jogando desta forma, o furacão dificilmente vai conseguir se classificar.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pep Guardiola: Uma referência mundial


Campeão de tudo pelo Barcelona entre 2008 e 2012, Pep Guardiola assumiu o Bayern em 2013, com uma dura missão: melhorar ainda mais o time bávaro, que já tinha ganho tudo na temporada anterior. Mais cômodo seria Guardiola manter a forma vencedora de jogar da temporada passada, fazendo alguns ajustes e não se arriscando de atrapalhar um time que já estava praticamente pronto. Mas não foi isso que aconteceu. Corajoso, ele mudou totalmente a filosofia de jogo da equipe, colocou em prática a sua filosofia de trabalho e depois de um início um pouco complicado, hoje o Bayern é o melhor time do mundo, sem dúvida alguma.
A melhora bávara está, principalmente, na maior valorização da posse de bola, característica das equipes de Guardiola. Hoje, o time troca passes com paciência, roda a bola com a maior velocidade possível, busca o espaço com mais calma, diferentemente da equipe anterior, que buscava resolver rapidamente as jogadas e tinha um ataque envolvente.  
A mudança na filosofia começa desde a defesa, que procura sempre sair jogando e evita os chutões. Passa pelo meio-campo onde a equipe, que joga sem nenhum volante, ataca com passe de bola e se defende preenchendo os espaços e fazendo pressão no homem da bola, para recuperá-la o mais rápido possível. E continua no ataque, onde os jogadores sempre buscam se movimentar para abrir espaços, participar das ações ofensivas e, principalmente, para a penetração de algum meia vindo de trás.


Atualmente, nenhum treinador mundial se equipara a Guardiola na qualidade de jogo. Ver as equipes do espanhol jogarem é acompanhar o futebol total, onde o controle do adversário e da bola é a referência de todo o jogo. O espanhol é o melhor do mundo, e deve ser uma referência de futebol bem jogado e de conceito para todos os treinadores do mundo. Além disso, sua maneira de trabalhar, sempre buscando a perfeição, deveria servir de espelho para muitos profissionais espalhados pelo mundo.
Pep caminha a passos largos para ser uma referência na história do futebol e fixar seu nome entre os grandes nomes de todos os tempos. Hoje, é o único capaz disso. Guardiola é o cara.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Barcos tem tudo para ter um grande 2014


Barcos, sem dúvida, foi a grande decepção do Grêmio em 2013. Trazido com pompa de grande reforço, depois do 2012 espetacular que fez pelo Palmeiras, e com início recheado de gols, o Pirata caiu em desgraça, jogou mal, não fez gols, e acabou vaiado pela torcida por diversas oportunidades.
Mas o que explica essa queda tão grande de rendimento? Será que o pirata não se adaptou ao futebol gaúcho? Não, não foram esses motivos que limitaram a qualidade das atuações do pirata, mas sim o seu posicionamento em campo, que o afastava do gol adversário, para buscar a bola no meio campo e tentar armar as jogadas, o que não é o forte do argentino.
Já para 2014, a primeira providência de Enderson Moreira ao assumir o tricolor, foi colocar Barcos perto da área, no seu lugar e onde rende melhor. E o resultado é o oposto do ano passado: muitos gols. Já são 5 em 6 jogos, quase um por jogo em média. 


Barcos, jogando como centroavante e perto do gol, tem muitos recursos, já que finaliza bem com as duas pernas e tem uma boa técnica, mas recuando para a armação, perde o que tem de melhor, e por não ter velocidade, não consegue chegar a tempo na área para concluir as jogadas.
Como centroavante, Barcos tem tudo para fazer uma grande temporada pelo Grêmio, e ser o principal artilheiro da equipe na temporada. Mas como centroavante, perto da área e preferencialmente focado nas conclusões. Se voltar a ter o posicionamento da temporada passada, será de novo o mesmo fracasso.
O pirata precisa entender que seu lugar é dentro da área, e não longe dela.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Champions League x Libertadores: Existe comparação?

Bayern é o atual campeão da UEFA Champions League.
Maior competição interclubes do mundo, a UEFA Champions League é hoje a referência de futebol competitivo e bonito para o mundo inteiro. Cheia de craques, com estádios espetaculares, grandes times, grandes treinadores... tem como ela não ser considerada a maior competição entre clubes do mundo? Tem.
Para muitos (não para mim), ela é superada pela Libertadores. Mas vamos aos fatos, para explicar por que, na minha opinião, a Libertadores não chega aos pés da Champions League.
Comparar as duas competições é o mesmo que comparar o futebol moderno com o futebol antigo. Hoje, a Libertadores é uma competição muito mais conhecida pela força, garra, luta dos jogadores, do que pelo bom futebol apresentado pelas equipes da competição. Unido a isso, está o fato de os grandes jogadores do continente estarem fora de seus países, e de algumas torcidas usarem métodos arcaicos para pressionar e colocar medo nos adversários. Cansamos de ver jogos na Libertadores onde só tem faltas, reclamações, torcidas jogando coisas pra dentro do campo, algo que nunca é visto na europa.

Atlético-MG é o atual campeão da Libertadores.
Já na UEFA Champions League, o futebol é extremamente bem jogado. Jogos espetaculares, onde o futebol e a sua essência são respeitados. Gramados perfeitos, torcedores respeitosos, o verdadeiro futebol moderno. 
Na UCL, sempre surgem coisas novas para o mundo do futebol, atualmente temos exemplos como: o tiki-taka do Barcelona, a marcação pressão o campo todo do Borussia Dortmund, o 4-3-2-1 do Milan com o primeiro volante sendo o armador. Já a Libertadores dificilmente traz novidades táticas para o mundo do futebol. Isso prova, mais uma vez, que os treinadores daqui não chegam nem perto dos grandes da europa.
Com certeza, existem defensores do futebol antigo que acham a Libertadores a maior competição do mundo. Mas essa não é a realidade. A realidade de hoje mostra que a Champions League é muito maior. Hoje, a Libertadores não chega nem perto do que é a UCL.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O novo Inter


O Inter de 2014 é outro time, comparado com o de 2013. Lógico que os adversários mais fortes ainda não foram enfrentados, exceto o Grêmio, mas até contra eles a diferença já é vista. Ano passado, em confrontos com equipes mais fracas, como Veranópolis, Santa Cruz-PE e Juventude por exemplo, o colorado venceu com enorme dificuldade. Já este ano, sobrou contra o Cruzeiro-RS e Caxias e fez um bom jogo contra o Grêmio na Arena. Claro que o time precisa ter sequência com este futebol para provar que melhorou, mas a amostragem parcial já é muito positiva.


A primeira grande mudança foi a troca na forma de jogar. Com um meio-campo mais leve com as presenças de Alex e do ótimo chileno Aránguiz, a equipe busca criar espaços para a construção das jogadas com mais velocidade, muitas vezes usando os laterais Fabrício pela esquerda, e Gilberto ou Cláudio Winck pela direta, para auxiliar nas triangulações pelos flancos. Junto a isso, a presença de D'Alessandro pelo lado ajuda a descongestionar a marcação por dentro e deixa o gringo, principal jogador e armador de jogadas do time, com mais espaço para jogar. Com a mecânica de jogo mais bem encaixada, mesmo o lento Rafael Moura consegue se adequar a estrutura tática, já que não precisa usar velocidade, mas sim a imposição física e o poder de finalização, para aproveitar as chances criadas pela equipe.


Já a defesa parece se portar melhor. Paulão e Juan formam uma dupla que se completa, pois Paulão é um jogador de força e imposição física, e Juan é um jogador mais técnico. A frente deles, Willians parece render mais jogando como primeiro volante e usando sua energia para fazer o que melhor sabe, que é desarmar. O grande problema de Willians ainda são os intermináveis erros de passe, que talvez diminuam quando o jogador tomar consciência de que tem que melhorar no fundamento ou parar de tentar passes longos e focar nos passes para o companheiro mais próximo.


A melhora demonstrada pela equipe tem muito a ver com o seu treinador. Abel Braga faz um trabalho belíssimo até agora e, mesmo com pouco tempo, já definiu uma equipe e vai dando padrão de jogo para ela. Abel usa muito bem também a variação de sistemas, podendo trocar do 4-2-3-1 para o 4-1-4-1 só com o posicionamento de Aránguiz, que pode tanto formar a dupla de volantes com o Willians, como pode adiantar para a linha de 3 meias, formando um quarteto de armação com Alex, D'Alessandro e Jorge Henrique. 
Outro fato positivo é que, mesmo com a troca de algumas peças, a forma de jogar é a mesma. Isso deu para se notar na partida de sábado contra o Caxias, quando Alex e Gilberto ficaram fora por lesões, e Alan Patrick e Cláudio Winck entraram e desempenharam as mesmas funções.
Consertando a cobertura aos laterais e o fato de, muitas vezes, a defesa ficar exposta para os contra ataques, o Inter tem margem para crescer mais ainda, e se tornar um dos time mais fortes do Brasil em 2014. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Grêmio joga bem e começa a Libertadores com o pé direito


O Grêmio estreou bem na Libertadores 2014 e venceu o tradicional Nacional, no Uruguai. Com uma atuação muito boa da equipe, o tricolor dominou a partida praticamente inteira, sendo pressionado só no final, onde os uruguaios partiram para o abafa.
Escalado com 3 volantes e da mesma forma que no Gre-Nal, o tricolor tomou o meio-campo e a posse de bola pela movimentação intensa do setor, especialmente de Riveros, Ramiro e Zé Roberto. Edinho ficava mais fixo, protegendo os zagueiros Werley e Rhodolfo, e Luan adiantava para não isolar Barcos no meio dos zagueiros Uruguaios. Pela esquerda, Wendell tinha liberdade maior para atacar, pois Pará ficava mais posicionado na defesa.
O Grêmio, além da atuação coletiva de muita qualidade, teve alguns jogadores jogando belas partidas. Riveros sempre foi opção forte no ataque, Marcelo Grohe foi seguro no gol e Rhodolfo foi soberbo, jogando uma partida perfeita e comandando o setor defensivo.


Agora o tricolor gaúcho faz dois jogos seguidos em casa, contra Newell's Old Boys e Atlético Nacional, os adversários mais fortes do grupo. Com duas vitórias, o que não deverá ser fácil de conseguir, praticamente garante a classificação para as oitavas de final.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A decadência Corinthiana


2012 foi o ano do Corinthians. Com uma defesa forte, bem montado taticamente num 4-2-3-1 que era executado a beira da perfeição, além de contar com individualidades como Cássio, Danilo, Emerson Sheik e Guerrero em alta, o time paulista conquistou a tão sonhada Libertadores, e coroou o brilhante desempenho no ano com o título mundial, vencendo de maneira incontestável o poderoso Chelsea em Yokohama.
Para 2013, Alexandre Pato e Renato Augusto vieram a peso de ouro, deixando o time ainda mais forte e com mais opções no elenco em relação a equipe campeã mundial. Para completar, o multicampeão Tite, melhor treinador do Brasil, seguiu no comando. Era o cenário perfeito para o timão ter mais uma temporada perfeita, correto? Errado.
O 2013 Corinthiano começou bem, com o título paulista em cima do Santos de Neymar, em plena Vila Belmiro. Mas aí veio o pior: a eliminação na Libertadores, em um jogo polêmico contra o tradicional Boca Jrs, foi um baque para a torcida e para o time, e desde ali, os Corinthianos jamais tiveram o mesmo desempenho.


Após a parada para a Copa das Confederações, o Timão foi campeão da Recopa, vencendo o rival São Paulo por duas vezes, e deu mostras de que faria um grande Brasileirão, o que não se confirmou. Com uma campanha horrorosa, onde simplesmente não conseguia fazer gols e não tinha força ofensiva alguma, os corinthianos ficaram mais perto da zona de rebaixamento do que do G-4. A campanha pífia, teve a ver com a queda de rendimento de jogadores como Danilo, Emerson Sheik e Alessandro, e também com o grande número de lesões de Cássio, Guerrero e Fábio Santos. Unido a isto, a saída de Paulinho, melhor jogador do time e vendido ao Totenham, não teve em Guilherme um substituto a altura, já que Guilherme não marca com a mesma eficiência e não tem a mesma chegada a frente de Paulinho. Já o 4-2-3-1 com pressão na saída de bola do adversário e contra ataque fulminante, parecia ter perdido o encaixe, o que gerou muita dificuldade de a equipe repetir os belos momentos de 2012 e fez o time perder jogos incríves, como os 4 a 0 diante da Portuguesa. O Corinthians escancarou que não tinha um plano B para jogar, caso o A não funcionasse.


Para 2014, o ano já começou errado, pois dispensar Tite, o melhor treinador do país, foi um erro da direção. Mano Menezes, com outra filosofia de trabalho, bagunçou e piorou ainda mais o time. Hoje, o Corinthians continua sem fazer gols, mas toma muito mais, prova disso que no Brasileirão passado a equipe levou apenas 18 gols em 38 jogos, e nesta temporada, só em 7 jogos, levou 12 gols. 
Portanto, Mano Menezes não melhorou o ataque, e ainda bagunçou a defesa, principal virtude do time desde 2011, quando foi campeão Brasileiro.
As perspectivas não são as melhores, já que a decadência de nomes grandes do elenco é notória. Junto a isso, o fato de o time campeão do mundo já não existir mais, já que além de Tite, saíram 5 titulares daquela equipe (Chicão, Alessandro, Jorge Henrique, Paulinho e Paulo André) que venceu o Chelsea.
Está claro que o Corinthians vive uma passagem de ciclo, o que é natural em qualquer clube vencedor, só não é normal que seja tão rápida e abrupta como foi esta. Hoje, o Corinthians não é nem sombra do time de 2012, e parece que nem vai ser.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pré-Jogo UCL - Atlético de Madrid e Milan fazem confronto equilibrado


De volta as oitavas de final da Champions League depois de anos e enfrentando o multicampeão Milan, seria natural apontar o Atlético de Madrid como azarão frente aos italianos. Mas se engana quem pensa isso. Dividindo a liderança do Campeonato Espanhol com Barcelona e Real Madrid, o time colchonero é muito forte, e é até favorito frente ao Milan, que na base da tradição e de individualidades, equilibra o confronto.
Os espanhóis tem um time muito técnico e extremamente bem armado e bem treinado por Diego Simeone. Jogando no 4-4-2, com os dois atacantes (David Villa e Diego Costa) como principais destaques, além de um meio-campo muito qualificado com Koke, Arda Turan e o brasileiro Diego, o Atlético tem neste confronto a chance de mostrar para a europa que voltou a ser uma das potencias do continente.
Para o confronto com o Milan, os colchoneros devem explorar a fragilidade da defesa Italiana, jogando muito em função de Villa e Diego Costa. Segurando a pressão em Milão, é difícil imaginar os espanhóis não conseguindo a classificação.


Já o Milan de Seedorf ainda é um time irregular. Alternando bons e mals resultados no Campeonato Italiano, a Champions League virou a oportunidade de salvar a temporada, já que sem o título, dificilmente o Milan estará na competição na próxima temporada.
Jogando no 4-2-3-1, o time depende muito do passe qualificado de Montolivo no meio-campo, além da dupla Balotelli e Kaká no ataque, para ir bem. Mas no confronto com o Atlético de Madrid, será necessário mais para avançar, já que hoje o time espanhol é melhor que o Italiano. Mas o Milan tem a tradição, camisa e bons jogadores, e  pode conseguir ir longe na Champions League mesmo  quando ninguém espera.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Equilíbrio marca o Gre-Nal 399


Equilíbrio. Esta palavra resume muito bem o clássico Gre-Nal de ontem, na Arena do Grêmio. No fim, o resultado de empate foi bom para as duas equipes, que lideram suas chaves no estadual.
O Grêmio começou o jogo melhor e tomando o setor de meio-campo, muito pela maior força de marcação no setor com a presença de Edinho, Riveros e Ramiro, que adiantavam a marcação e forçavam o colorado a errar o passe. Mais a frente, o jovem Luan e o capitão Barcos fizeram bom jogo, mas Zé Roberto novamente ficou devendo, o que prejudicou o jogo pensado por Enderson Moreira, já que Zé Roberto deveria ser o grande armador das jogadas. Aliás, Zé Roberto vem muito mal faz algum tempo, e talvez seja a hora de Maxi Rodriguez voltar para a equipe titular, de onde nunca deveria ter saído. O pecado do primeiro tempo gremista foi ter levado o gol de Fabrício, e ir para o intervalo perdendo após ter sido melhor.
As mudanças feitas por Enderson Moreira no segundo tempo, evidenciaram que o Grêmio só vai melhorar com mais velocidade no ataque, que só vem quando Jean Deretti é colocado em campo. Talvez seja a hora de lançar o garoto como segundo atacante, se juntando a Barcos no ataque.
Para quinta-feira, contra o Nacional pela Libertadores, o Grêmio vai precisar de velocidade para aproveitar os espaços dados pelo Nacional. Com isso, seria uma boa opção escalar Maxi Rodríguez e Jean Deretti nas vagas de Zé Roberto e Luan.


Já o Inter evidenciou a melhora em relação a 2013. Com um time mais encorpado e confiante, o futuro colorado parece promissor. No clássico, depois de um início onde só se defendeu e não conseguia sair da marcação do Grêmio, o colorado conseguiu avançar e trocar passes no campo do rival, assim conseguindo o gol da vantagem parcial. Já no segundo tempo, o colorado dominou o jogo, sofrendo o empate no momento em que melhor jogava e dominava completamente o rival. Mas no fim das contas, o clássico deixa mais coisas positivas na balança colorada.
O 4-3-3 de Abel, que oscila para um 4-2-3-1, parece estar bem assimilado pelos jogadores, que sabem exatamente o que fazer em campo. Ontem, no início da partida, Aránguiz tentou se projetar mais, deixando o Inter quase no 4-1-4-1, mas para ajudar Willians na saída de bola, o Chileno recuou um pouco, fazendo o colorado voltar ao 4-2-3-1 e melhorar na partida, com o Chileno fazendo um grande jogo.
Paulão, Fabrício e Muriel foram outros destaques do Inter, que só precisa de mais ritmo de jogo e entrosamento para ficar pronto para 2014.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O que esperar dos 6 Brasileiros na Libertadores?

Atlético-PR


O Atlético-PR é a zebra brasileira na Libertadores 2014. Com um time recheado de garotos, a equipe, que em 2013 foi vice-campeã da Copa do Brasil e terceira colocada no Campeonato Brasileiro, já sofreu muito na pré-libertadores, avançando nas penalidades frente ao Sporting Cristal. A dupla de ataque Éderson e Marcelo, além do zagueiro Manoel e o goleiro Weverton, são os grandes nomes do time Paranaense, que entra na Libertadores para fazer uma boa campanha, mas com poucas possibilidades de título.

Time Base: Weverton, Suelliton, Manoel, Cleberson e Natanael; Deivid, João Paulo, Zezinho e Paulinho Dias (Fran Mérida/ Douglas Coutinho); Marcelo e Éderson. Treinador: Miguel Ángel Portugal.


Atlético-MG


Atual campeão da Libertadores, o Galo ainda tenta se recuperar do baque da derrota para o Raja Casablanca, na semifinal do Mundial de Clubes de 2013. O time é praticamente o mesmo que venceu a edição passada da Libertadores, somente com a saída de Bernard e do técnico Cuca, que foi substituído por Paulo Autuori. Com um time forte e que usa muito bem o fator casa, o Galo entra como um dos favoritos ao título desta edição.

Time Base: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Lucas Cândido; Pierre, Josué; Ronaldinho, Diego Tardelli, Fernandinho e Jô. Treinador: Paulo Autuori.


Botafogo


Quarto colocado no Brasileirão 2013, o Botafogo, que volta a Libertadores depois de 18 anos, passou com tranquilidade pelo Deportivo Quito na pré-libertadores. Com um time que mescla jogadores experientes, como Bolívar e Jorge Wagner, com jovens promessas, como Dória e Gabriel, os cariocas tem um time capaz de fazer uma boa campanha. O meia Lodeiro é hoje o principal jogador do time, que ainda busca melhorar a sua força ofensiva, já que Ferreyra começou o ano muito mal. O time da estrela solitária entra para fazer um bom papel, mas com a força do Maracanã pode ser uma das surpresas desta edição da Libertadores.

Time Base: Jefferson, Edílson, Bolívar, Dória e Julio César; Bolatti, Gabriel, Jorge Wagner e Lodeiro; Wallyson e Ferreyra. Treinador: Eduardo Hungaro.

Cruzeiro


Atual Campeão Brasileiro, o Cruzeiro entra como um dos grandes favoritos ao título da Libertadores. Com a base do time de 2013 mantida e reforçada por Samudio, Marlone e Marcelo Moreno, o time de Marcelo Oliveira tem tudo para ser ainda mais forte do que em 2013. O grande destaque do time é o meia Éverton Ribeiro, craque do Brasileirão 2013.

Time Base: Fábio, Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Lucas Silva, Nilton; Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Dagoberto; Borges. Treinador: Marcelo Oliveira.

Flamengo




Os campeões da Copa do Brasil entram na Libertadores para fazer bonito. Com uma torcida apaixonada e que empurra o time, bater o Flamengo no maracanã vai ser muito complicado. Hernane "Brocador", Elano e Paulinho são os destaques do time, que perdeu Elias, seu principal jogador, mas que parece ter um grupo mais qualificado em relação a 2013 com as contratações de Erazo, Elano, Alecsandro e Léo. O Flamengo entra forte e deve ir longe na Libertadores.

Time Base: Felipe, Léo Moura, Wallace, Erazo e André Santos; Amaral, Muralha, Elano e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane. Treinador: Jayme de Almeida.

Grêmio


O tricolor gaúcho entra na libertadores como uma incógnita. Com um time mais novo e um treinador inexperiente em relação a 2013, além de estar no grupo mais difícil da competição, ninguém sabe o que o time gremista pode render ao longo da Libertadores. Mas o Grêmio conta com uma camisa poderosa, com tradição, e ótimos jogadores como Rhodolfo, Zé Roberto, Maxi Rodríguez e Barcos. Portanto, podemos esperar uma boa campanha do tricolor gaúcho, que deve ir longe se passar da fase de grupos.

Time Base: Marcelo Grohe, Pará, Rhodolfo, Bressan e Wendell; Edinho, Ramiro, Zé Roberto e Maxi Rodríguez; Kléber e Barcos. Treinador: Enderson Moreira.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pré-Jogo UCL- Favorito ao título, Bayern enfrenta o forte Arsenal


Atual campeão alemão, europeu e mundial, o Bayern de Munique é, no momento, o time a ser batido no mundo. Sobrando na turma, está difícil achar alguma equipe para bater de frente com os alemães. Mas nas oitavas de final da UEFA Champions League, os bávaros não tiveram tanta sorte assim, e vão enfrentar o Arsenal, líder do campeonato Inglês e uma das poucas equipes que podem surpreender os atuais campeões.
O Bayern, que já era espetacular na temporada passada, conseguiu melhorar ainda mais com a chegada de Pep Guardiola, o melhor treinador do mundo. Com um jogo envolvente de troca de passes e movimentação de todos os jogadores, está cada vez mais complicado achar um defeito na equipe. 
Para o confronto com os gunners, a volta de Robben é um grande reforço dos bávaros, pois ele e Ribery são os responsáveis pela velocidade no jogo mais cadenciado da equipe, que é liderado por Thiago, Schweinsteiger, Lahm e Kroos. A cobertura para as descidas de Alaba, pelo lado esquerdo, deve ser olhada com atenção por Guardiola, já que por ali o Arsenal pode tirar vantagem, com Cazorla e Ozil jogando nas costas do lateral austríaco. 


O Arsenal vive a sua melhor fase em muitos anos. Líder da premier league e ainda vivo na Copa da Inglaterra e na Champions League, os gunners tem nesta temporada a chance real de conquistar um título, que não vem desde 2005.
A equipe de Arsene Wenger não terá Ramsey e Walcott nos confrontos contra o Bayern, mas mesmo assim tem boas chances de avançar. Com um estilo de jogo que depende muito de Ozil e Cazorla na criação e Giroud na referência, a chave do confronto para os Ingleses é o meio-campo, que além de evitar que o Bayern controle o jogo e troque passes com tranquilidade, vai precisar criar as jogadas para levar perigo ao gol alemão, já que Giroud é mais um finalizador e precisa ser municiado para brilhar.
Essa é a grande chance do Arsenal mostrar ao mundo que tem time para brigar por todos os títulos da temporada.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pré-Jogo UCL- Borussia Dortmund é muito favorito frente ao Zenit


Atual vice-campeão europeu, o Borussia Dortmund teve muita sorte no sorteio das oitavas de final. Os aurinegros tem pela frente o Zenit, time russo, que fez uma fase de grupos muito fraca, onde se classificou com apenas 6 pontos e uma vitória. Com o jogo de volta no Signal Iduna Park, na Alemanha, o Dortmund não deve ter muitas dificuldades para avançar as quartas de final.
Para o confronto, o Dortmund vai contar com a volta de uma de suas estrelas: o meia Gundogan, um dos melhores meio-campistas do mundo atualmente. Soma-se a isso as recentes voltas de Hummels, Bender, Schmelzer e Piszczek, que juntos fazem o Dortmund ir para o confronto com a equipe praticamente completa (só Subotic e Kuba estão fora).
Sem grandes desfalques, o time de Jurgen Klopp é um dos mais fortes da Europa. Sempre com a marcação pressão no adversário, muita velocidade no meio-campo e grande qualidade na linha de 3 armadores, formada por Aubameyang, Reus e Mkhitaryan, que procura abastecer o excelente Lewandowski, além da boa chegada de trás do volante turco Nuri Sahin, é difícil imaginar que o Borussia não passe com certa facilidade pelo Zenit, tamanha a disparidade dos times.
Com campanha irregular na Bundesliga, muito por culpa do número alto de desfalques, o Dortmund tem na Champions League a chance de salvar a temporada, e com o time completo não deve desperdiçá-la.


Já o Zenit entra como zebra, e terá que melhorar muito o desempenho pífio da fase de grupos, onde se classificou mais por incompetência do Porto do que por méritos próprios. Os russos, que tem o Brasileiro Hulk e o russo Arshavin como principais estrelas, jogou um futebol prevísivel e pobre na primeira fase, com um 4-3-3 com pouca movimentação e fácil de ser marcado. Junta-se a isso uma defesa insegura e lenta, principalmente com Lombaerts jogando muito abaixo do que já produziu e sendo vencido muitas vezes no mano a mano.
Caso não evolua muito a partir de agora, o Zenit não deve oferecer resistência ao Dortmund, e deve se despedir da Champions League sem deixar saudades.