A final da UEFA Champions League 2013/2014 premiou o melhor time da competição, o Real Madrid, mas ao mesmo tempo foi um duro castigo para o Atlético de Madrid. O time de Diego Simeone sentiu o peso de uma temporada exaustiva, e não teve pernas para acompanhar o rival durante a prorrogação. Soma-se a isso o erro em escalar Diego Costa desde o início e perder uma substituição logo aos 8 minutos do primeiro tempo. A temporada espetacular do Atleti não merecia acabar de forma tão trágica, ainda mais depois da boa partida, jogando no limite, que o time fez na final. Mas por outro lado, depois de dominar o melhor time do momento, o Bayern, e eliminar o Borussia Dortmund com a clássica "sorte de campeão", o Real não merecia ficar sem a taça.
Um campeão justo pelo conjunto da obra.
Escalados sem surpresas e desfalcados de jogadores importantes (o Atlético sem Arda Turan e o Real sem Pepe e Xabi Alonso) os times jogaram um primeiro tempo bem abaixo da média. Mais preocupados em brigar, discutir e nervosos demais, os times não renderam o seu máximo, o que foi melhor para o Atlético, que abriu vantagem na tradicional jogada aérea que fez tanto sucesso na temporada.
Já no segundo tempo, com a cabeça no lugar, o Real tomou as rédeas da partida e começou a pressionar. O Atlético se defendeu como pôde e foi recuando mais ainda com as substituições. A tática parecia dar certo, pois o Real, com o tempo passando e o desespero batendo, começou a errar jogadas fáceis. Mas quando tudo parecia definido, veio o golpe de misericórdia do Real: o gol de Sérgio Ramos, que levou o jogo para a prorrogação e acabou com o Atlético.
Acabado física e psicologicamente, o Atlético virou presa fácil para o Real na prorrogação. O gol de Marcelo ilustrou o cansaço do Atlético, já que o jogador conduziu a bola sem marcação alguma por vários metros. A derrota por 4x1 foi um castigo duro demais para os colchoneros, mas não apaga em nada a fantástica temporada, coroada com o título espanhol.
O Real ganhou por ter mais jogadores decisivos, e, principalmente, por ter mais pernas e mais cabeça.
Um fim justo e injusto ao mesmo tempo. Algo que só o futebol nos proporciona.
Fotos: Site ESPN
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