quarta-feira, 28 de maio de 2014

Uma final justa e injusta ao mesmo tempo

A final da UEFA Champions League 2013/2014 premiou o melhor time da competição, o Real Madrid, mas ao mesmo tempo foi um duro castigo para o Atlético de Madrid. O time de Diego Simeone sentiu o peso de uma temporada exaustiva, e não teve pernas para acompanhar o rival durante a prorrogação. Soma-se a isso o erro em escalar Diego Costa desde o início e perder uma substituição logo aos 8 minutos do primeiro tempo. A temporada espetacular do Atleti não merecia acabar de forma tão trágica, ainda mais depois da boa partida, jogando no limite, que o time fez na final. Mas por outro lado, depois de dominar o melhor time do momento, o Bayern, e eliminar o Borussia Dortmund com a clássica "sorte de campeão", o Real não merecia ficar sem a taça.
Um campeão justo pelo conjunto da obra.


Escalados sem surpresas e desfalcados de jogadores importantes (o Atlético sem Arda Turan e o Real sem Pepe e Xabi Alonso) os times jogaram um primeiro tempo bem abaixo da média. Mais preocupados em brigar, discutir e nervosos demais, os times não renderam o seu máximo, o que foi melhor para o Atlético, que abriu vantagem na tradicional jogada aérea que fez tanto sucesso na temporada.
Já no segundo tempo, com a cabeça no lugar, o Real tomou as rédeas da partida e começou a pressionar. O Atlético se defendeu como pôde e foi recuando mais ainda com as substituições. A tática parecia dar certo, pois o Real, com o tempo passando e o desespero batendo, começou a errar jogadas fáceis. Mas quando tudo parecia definido, veio o golpe de misericórdia do Real: o gol de Sérgio Ramos, que levou o jogo para a prorrogação e acabou com o Atlético.


Acabado física e psicologicamente, o Atlético virou presa fácil para o Real na prorrogação. O gol de Marcelo ilustrou o cansaço do Atlético, já que o jogador conduziu a bola sem marcação alguma por vários metros. A derrota por 4x1 foi um castigo duro demais para os colchoneros, mas não apaga em nada a fantástica temporada, coroada com o título espanhol.
O Real ganhou por ter mais jogadores decisivos, e, principalmente, por ter mais pernas e mais cabeça.
Um fim justo e injusto ao mesmo tempo. Algo que só o futebol nos proporciona.


Fotos: Site ESPN

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O time da temporada na Europa

Esqueça o Barcelona de Messi, o Real Madrid campeão da Copa do Rei e finalista da Champions League, o Manchester City campeão Inglês e da Copa da Liga Inglesa. Esqueça também o Bayern campeão Alemão, o PSG campeão Francês e do fantástico Ibrahimovic. Nenhum deles é o time da temporada na Europa. Esse lugar já é do Atlético de Madrid, o time sensação da temporada. A equipe de Simeone pode não ter sido a melhor tecnicamente, mas coletivamente foi disparada a melhor na europa em 2013/2014. 


É difícil destacar algum nome isolado no time de Madrid, e justamente essa é a principal carasterística da equipe, não ter nenhum craque, mas sim bons jogadores que formam um coletivo que é difícil de se ver. Podemos destacar o artilheiro Diego Costa, o motorzinho Arda Turan, o pensador Koke, o incansável Filipe Luís ou o paredão Courtois, mas seria injusto. O Atlético faz sucesso por juntar todas essas qualidades e aproveitar ao máximo. Por isso, ao lado de Jurgen Klopp, do Borussia Dortmund, Diego Simeone é o treinador que melhor consegue fazer o time render o seu máximo. É normal ver os jogadores correndo pelo treinador e acreditar no que ele fala até a morte. O esquema, que alterna do 4-2-3-1 para o 4-4-2 clássico, não é nada inovador, mas se torna especial pela aplicação dos jogadores, que o executam com maestria.
Ao longo da temporada, Milan, Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Porto.... todos foram batidos pelo Atlético, que no final da temporada vê a glória e a decepção caminharem de mãos dadas.


Um empate basta para garantir o título espanhol. Um clássico contra o maior rival pode dar o maior título da história do clube. Mas e se vierem as derrotas e o time terminar a temporada de mãos abanando? Nada disso importa. O Atlético já é o time da temporada.
O futebol não é justo, e pode muito bem fazer com que o Atléti termine a temporada sem nada, mas ninguém merece mais um título que o time de Simeone.

Fotos: Site ESPN

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Inter mais forte dos últimos anos


O Inter 2014 é sim muito forte. Diferentemente dos últimos anos, o clube não decepciona no Brasileirão e pula na frente na arrancada da competição. O diferencial colorado é o meio-campo, que com Willians, Aránguiz, Alan Patrick, Alex e D'Alessandro, comanda o time e torna o colorado um dos melhores times do país. Junto a isso, o retorno do Beira-Rio, algo que fez muita falta em 2012 e, principalmente, 2013, torna o fator casa algo poderoso para o Inter. Será muito difícil bater o colorado em seus domínios durante o ano.


A presença de Abel Braga, que mantém o grupo na palma da sua mão e tem uma sintonia fora do comum com a torcida, é outro fator importante. Hoje, sem dúvidas, o Inter tem a sua equipe mais forte dos últimos anos. Talvez só o time campeão da Libertadores de 2010 seja mais forte que o atual. 
E mais, o colorado não tem só um grande time, mas também um grande grupo. Jogadores como Ygor, Ernando, Cláudio Winck, Valdívia, Eduardo Sasha, Wellington Paulista, Jorge Henrique e Otávio dão a certeza que em um campeonato longo, não será o número de desfalques que fará o jogo colorado perder qualidade.


Ofensivo, envolvente e, acima de tudo, muito forte. Esse é o Internacional, líder do Brasileirão e que já deu o seu cartão de visitas para o Brasil: Esse ano, a taça pode sim vir para Porto Alegre. E pintada de Vermelho.

Fotos: Alexandre Lops / Internacional

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Os 23 de Felipão



A máxima de fechar com o grupo se mostrou firme e forte, e Felipão preferiu escolher pelo grupo, e não pela qualidade. Beira o inacreditável não levar Miranda e Filipe Luís para a Copa. Hoje, os defensores do Atlético de Madrid, líder do Campeonato Espanhol e finalista da Champions League, seriam titulares de quase todas as seleções do mundo, tamanha a qualidade do futebol apresentado pela dupla durante a temporada. 
Levar Henrique, um bom zagueiro, mas que é inferior a Dedé e, especialmente, Miranda, é mostrar que Felipão quer trabalhar com quem conhece e com quem fecha com a sua filosofia de trabalho. Deixar Philippe Coutinho e Kaká vendo a Copa pela TV, também mostra que a confiança do treinador em Oscar é gigantesca. O meia do Chelsea é o único com característica de armador no grupo, sem ter nenhum substituto a altura em caso de necessidade. Talvez o maior erro de Felipão tenha sido este. 


No mais, tudo como esperado, com Victor sendo o terceiro goleiro e Jô sendo o reserva de Fred.
Hoje, dia 07/05/14, já é possível saber a escalação e a formação da seleção que entrará em campo no dia 12/06/14, contra a Croácia.
Julio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho; Hulk, Oscar e Neymar; Fred. O 4-2-3-1, que varia para 4-3-3. Mesmo esquema da Copa das Confederações.
Estes são os escolhidos de Felipão e que buscarão um lugar na história.

Fotos: Divulgação CBF

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Libertadores dá choque de realidade no futebol brasileiro


O que se desenhava depois da primeira fase, terminou de tomar forma nesta semana. Após as eliminações de Atlético-PR, Flamengo e Botafogo na primeira fase, o futebol brasileiro perdeu mais dois representantes da Libertadores: Atlético-MG e Grêmio. O tricolor perdeu para o San Lorenzo, enquanto o Galo foi desclassificado pelo Atlético Nacional de Medellín.
Só o Cruzeiro sobrevive entre os 8 times restantes, e, por ser o melhor time da competição, tem grandes possibilidades de erguer a taça. Mas, mesmo ganhando um quinto título seguido, o Brasil precisa abrir o olho, já que está claro que não tem mais os melhores times do continente, mesmo com o investimento cada vez maior nas suas equipes. 


Faltou Imposição para os times Brasileiros na Libertadores. Especialmente para Flamengo, Grêmio e Atlético-MG, que eram claramente superiores aos seus adversários e se complicaram por entrar no jogo do oponente. Taticamente e mentalmente, o futebol brasileiro não apresenta variação a muito tempo. não surgem variações táticas, novidades e novos conceitos de jogo. 
É muito pouco para o Brasil, com o orçamento que os clubes tem, ter só um representante só entre os 8 classificados para as quartas de final. Exceto o Corinthians de 2012, todos os Brasileiros campeões da Libertadores de 2010 pra cá sofrem mais do que o necessário para ganhar. O Atlético-MG precisou de duas disputas de penalidades, o Santos quase foi eliminado na primeira fase, o Inter teve um milagre com o Estudiantes...
A Libertadores 2014 serviu para dar um choque de realidade no futebol brasileiro, que se acha tão superior aos demais, mas que no momento não é.

Fotos: Globoesporte.com