quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Botafogo e Atlético-PR precisam evoluir muito para buscar as classificações


O Botafogo teve uma atuação horrorosa e foi derrotado pelo Deportivo Quito, no jogo de ida da Pré-Libertadores. Com 3 volantes em campo (Rodrigo Souto, Marcelo Mattos e Gabriel), a equipe carioca, que volta a disputar a Libertadores após 18 anos, teve a lentidão no meio-campo como a principal responsável pela fraca atuação. Com passes errados em abundância, além de o trio de frente, formado por Lodeiro, Jorge Wagner e "El Tanque" Ferreyra, em uma noite não muito boa, o Botafogo nem de perto pareceu o time envolvente de boa parte de 2013, talvez ainda sentindo as ausências de Seedorf e Rafael Marques, que foram embora de General Severiano.
Para o jogo de volta, na próxima quarta-feira, a volta de Bolatti deve corrigir o problema do número de passes errados no meio-campo Alvinegro. Já a falta de poder de fogo, que ficou nítida em Quito, deve continuar a ser problema, já que o técnico Eduardo Húngaro garantiu que o esquema da equipe é o 4-3-2-1. Uma boa opção seria a entrada de Renato, que junto com Bolatti, faria a bola sair com muito mais qualidade dos volantes, facilitando o trabalho de Lodeiro e Jorge Wagner na armação, sempre procurando Ferreyra no comando do ataque.
Mas para mirar uma vaga na fase de grupos da maior competição de futebol das Américas, o Botafogo terá de jogar muito mais do que jogou ontem.


Com muitos jovens em campo, o Atlético-PR sentiu o peso da competição, jogou mal, e foi derrotado pelo Sporting Cristal. Com mais sorte do que juízo, o time paranaense escapou de uma goleada, o que seria uma tragédia para o time que mira uma grande campanha no retorno a Libertadores, que não disputa desde 2005. 
Muito diferente em relação ao ano passado, já que vários titulares saíram (Léo, Paulo Baier, Luiz Alberto, Éverton e Pedro Botelho) e houve mudança de treinador (Saiu Vagner Mancini e assumiu o espanhol Miguel Ángel Portugal), o furacão não teve o conjunto e a velocidade de 2013, além de abusar nos erros de passe e lançamentos longos buscando Marcelo. A falta de um armador ficou clara, evidenciando o erro do treinador em não escalar Fran Mérida no meio-campo, Outro fato difícil de entender é por que Suelliton, lateral de origem, jogou no meio-campo, e Paulinho Dias, meio-campo de origem, jogou na lateral. Durante a partida era fácil notar os dois perdidos nas suas respectivas funções.
Para o jogo de volta, quarta-feira que vem, o Atlético-PR precisará colocar a bola no chão e controlar os nervos. A presença de Fran Mérida no meio-campo é essencial para a organização do meio-campo, junto com a volta de Suelliton para a lateral. A dupla de ataque Éderson e Marcelo, que foi infernal em 2013, precisará chamar a responsabilidade, principalmente Éderson, que é o grande jogador deste time.
Jogando no limite o furacão tem condições de avançar, mas a partida de ontem deixou claro que, se não melhorar bastante, o furacão não terá um futuro muito longo na competição.

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