sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A reta final do Brasileirão

Faltando apenas 14 rodadas para o término do Brasileirão 2014, o campeonato já tem as suas brigas bem direcionadas. Com 7 times brigando pelas posições no G4 e 10 para fugir do Z4, a reta final do torneio deve ser emocionante.

Confira abaixo, os palpites do blog, com a participação dos estudantes de jornalismo Leonardo Baimler e Guilherme Wunder, e do personal trainer Silvio Nunes Corrêa:

Líder Cruzeiro está no G4 em todas as previsões.
Foto: Site Cruzeiro


Blog Olho Tático

G4: Cruzeiro, Internacional, São Paulo e Corinthians
Z4: Vitória, Criciúma, Coritiba e Botafogo

Leonardo Baimler

G4: Acredito que Cruzeiro, São Paulo e Inter estejam com a vaga na mão. A outra vaga fica entre Grêmio e Corinthians. Não levo fé em Fluminense e Atlético-MG.
Z4: Acho que Vitória e Criciúma não se salvam. Coritiba e Palmeiras são os outros maiores candidatos. Mas Bahia, Botafogo e Chapecoense que abram o olho. 

Silvio Nunes Corrêa

G4: Cruzeiro, Internacional, São Paulo e Atlético-MG
Z4: Palmeiras, Criciúma, Vitória e Bahia

Guilherme Wunder

G4: Cruzeiro, Internacional, São Paulo e Grêmio
Z4: Vitória, Coritiba, Palmeiras e Criciúma


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A opinião do Torcedor: O cavalo paraguaio ataca novamente

Torcedor do Arsenal, o estudante Guilherme Wunder estreia o quadro "A opinião do Torcedor". Confira o texto e a expectativa de Guilherme para a temporada 2014-2015:

Foto: Divulgação Arsenal


Terminou no dia 31 de agosto o período de contratações na Europa, e tivemos a oportunidade analisar como ficaram as equipes que disputarão, no caso do Arsenal, a Premier League, Champions League, Copa da Inglaterra e Copa da Liga Inglesa.

E é com esse objetivo que escrevo esse post: comentar e analisar o que o Arsenal fez nesse período que teve para reforçar seu elenco. Quando foi anunciada a Puma como nova patrocinadora do clube, prometendo investir muito mais grana que a Nike investia, todos pensavam que dessa vez o time poderia almejar um título grande.

E foi o que aconteceu quando no dia do anúncio do novo uniforme o Arsenal anunciou o atacante chileno Alexis Sanchez (ex-Barcelona). Essa contratação fez com que os torcedores pensassem sim que o clube investiria muito esse ano e montaria um grupo capaz de disputar a Champions ou a Premier League de igual para igual com os rivais. Com o decorrer da janela vieram mais bons jogadores, como o goleiro colombiano Ospina (ex-Nice), os laterais Debuchy (ex-Newcastle) e Chambers (ex-Southampton) e o atacante Welbeck (ex-Manchester United).

O ponto que fica é que o clube perdeu alguns jogadores, que apesar de não serem titulares fazem falta para o elenco, como o lateral Sagna e os zagueiros Vermaelen e Djourou. O que digo com isso é que o clube está recheado de boas opções em algumas posições mas em outras faltam até reservas para fechar o banco.

Por exemplo; o clube só tem dois zagueiros (Koscielny e Mertesacker) e um volante de origem (Flamini) no seu plantel. Um time que tem a pretensão de vencer algo grande não pode ir para um temporada tão densa com um grupo tão raso. Óbvio que se necessário temos jogadores na base ou no próprio grupo que podemos improvisar em algumas funções, mas não podemos depender deles para algo.


Para mim, o time ideal é Szczesny, Debuchy, Koscielny, Mertesacker e Monreal; Flamini, Arteta, Ozil e Cazorla; Sanchez e Giroud. Agora, se analisarmos, essa escalação não pode entrar em campo hoje pois temos dois jogadores (Arteta e Giroud) lesionados. Me desculpem os que acham o contrário, mas com um elenco tão raso assim o clube ficará somente com a Supercopa ou, no máximo, com alguma das copas menores. Isso é uma pena para um time do tamanho do Arsenal.

Guilherme Wunder

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cruzeiro, o Barcelona do Brasil?

O Cruzeiro foi campeão brasileiro em 2013. Em 2014, já levantou a taça do campeonato mineiro. E agora, está muito próximo de levantar o bicampeonato nacional. Mesmo com meio campeonato ainda a ser disputado, é muito difícil o time de Marcelo Oliveira perder o campeonato. Mas qual o motivo de tanta certeza? É a superioridade. O Cruzeiro é disparado o melhor time do país. Sobra no campeonato e, se jogar o seu normal, levará também a Copa do Brasil, conquistado a tríplice Coroa nacional pela segunda vez na sua história.

Foto: Globoesporte.com

O esquema do Cruzeiro é o tradicional no futebol brasileiro: o 4-2-3-1. Mas qual a diferença para os demais então, a qualidade técnica? Não necessariamente. O time mineiro é repleto de grandes jogadores, como Dedé, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, mas não tem nenhum craque. O time é baseado no jogo coletivo, numa transição veloz e numa compactação que beira a perfeição. Não é novidade ver os 11 titulares jogando em um espaço de 30 ou 40 metros. 
Com toda essa superioridade, é só uma questão de tempo para mais taças chegarem. O reinado do Cruzeiro no Brasil lembra o do Barcelona na Espanha de 2009 até 2011, onde ganhava quase todos os títulos. Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e Fábio devem ganhar seu segundo título brasileiro e, muito provavelmente, sua primeira Copa do Brasil. 
Aqui no Brasil, o Cruzeiro é quase imbatível.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Gre-Nal 402 mostra superioridade do Inter, que pode ganhar o Brasil

O primeiro Gre-Nal da história do novo Beira-Rio ilustrou a superioridade do time de Abel Braga. Mesmo excessivamente cauteloso, com a presença do volante Wellington na vaga de Alan Patrick, o colorado controlou o jogo e venceu quando bem entendeu. A maior qualidade técnica e o maior entrosamento fizeram a diferença, já que o time vermelho joga junto desde janeiro, enquanto o tricolor, muito mexido e ainda sem uma identidade, busca um time ideal. Nem mesmo a estreia de Felipão ajudou o time gremista a vencer o seu maior rival, o que não acontece desde 2012, em vitória por 1 a 0, gol de Elano, no último clássico da história do velho Beira-Rio.

Abel Braga está com sorte nos enfrentamentos com o seu maior rival em 2014. No primeiro Gre-Nal da final do gauchão, encontrou um time no segundo tempo, com o  ingresso de Alan Patrick no lado esquerdo do meio-campo. Desta vez, no clássico pelo campeonato brasileiro, achou novamente uma equipe ideal para o momento. Wellington na vaga de Alan Patrick, com o chileno Charles Aránguiz sendo adiantado para a linha de meias, deu mais dinâmica e mais marcação para o time. 

Já Felipão mudou demais o time gremista, mas teve achados importantes. O jovem volante Wallace, com muita imposição física, marcação e bom passe se firmou no meio-campo e deve ter sequência. Felipe Bastos foi outro que aproveitou bem a sua chance. Mas algumas mudanças não deram resultado, o que já era esperado. Um time com Ramiro e Pará nas laterais não pode dar certo. Além disso, Werley na vaga de Geromel foi um erro, já que o zagueiro falhou clamorosamente no gol de Aránguiz. 

Foto: Alexandre Lops / Internacional

A partir de agora, a dupla seguirá caminhos diferentes no Brasileirão. Mesmo eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará, com duas derrotas lamentáveis, o Inter irá brigar com Cruzeiro, Fluminense e Corinthians pelo título do campeonato Brasileiro, enquanto o Grêmio, muito atrás da ponta da tabela, concentra suas atenções em buscar uma vaga na Libertadores e na Copa do Brasil.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Volta de Felipão é "Pensamento mágico" no Grêmio

A última lembrança que se guarda de Luiz Felipe Scolari é a péssima Copa do Mundo do treinador. Um dos principais responsáveis pelo fracasso retumbante da seleção canarinho no mundial, Felipão se mostrou totalmente defasado e ultrapassado na Copa, onde foi facilmente dominado por times menos fortes que a seleção. Além disso, teimosias com jogadores como Hulk e Fred e a escolha por Bernard, no fatídico jogo contra a Alemanha, jogaram a pá de cal no péssimo trabalho do treinador responsável pelo pentacampeonato, em 2002.
Mas o fraco trabalho do treinador na copa, incrivelmente, lhe rendeu uma vaga para treinar o Grêmio, time na qual ganhou tudo e é um dos maiores treinadores da história do clube.

Foto: Gremio.net

A volta ilustra o "pensamento mágico" de Fábio Koff, que parece achar que a volta de um treinador com história, que vai unir o time, ganhar na base do grito e com a união com a torcida, será importante para o clube. O estilo do treinador é totalmente defasado e não combina com o futebol moderno.
Mas pode dar certo. A pobreza do futebol brasileiro é de assustar e pode fazer o treinador reeditar seus velhos trabalhos, recheados de títulos. Mas essa não é a tendência.
A estreia de Felipão será no Gre-Nal 402, o primeiro da história do novo Beira-Rio. É a chance do treinador começar a provar para todos que não está ultrapassado, e pode sim fazer um grande trabalho. Agora é esperar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Queijo Suíço colorado: Furos no time precisam ser resolvidos rapidamente

A Parada da Copa do Mundo não serviu em nada para o Internacional. Os 45 dias de treinamentos e preparação fizeram o time colorado involuir. Com atuações assustadoras pela ruindade diante de Bahia e Ceará, algumas peças confirmaram que não tem capacidade alguma de vestir a camisa do Internacional.
O lateral Fabrício, o volante Willians e o zagueiro Juan prejudicam o coletivo da equipe de uma maneira impressionante. Fabrício, sempre fora do lugar e mal posicionado, é um péssimo lateral. A dificuldade do jogador em acertar um cruzamento é espantosa. Willians não consegue acertar um passe de 3 metros. E Juan não ganha uma vez o confronto direto contra os atacantes. O zagueiro, que foi um grande jogador no passado, está em fim de carreira, e não pode mais ser titular do time de Abel Braga.

Abel, aliás, é um dos principais culpados pelas atuação horrorosas do time. Insistir em um time que claramente não dará certo é uma teimosia que pode custar caro. A dependência em Aránguiz é assustadora, já que sem o chileno não há velocidade. Alan Patrick, Alex e D'Alessandro não são velozes, muito menos Rafael Moura, com todos juntos, não existe nenhuma chance de surpreender ninguém com uma jogada veloz.

Foto: Alexandre Lops / Internacional

Para sonhar com pelo menos uma vaga na Libertadores e com a virada no confronto de volta contra o Ceará, o time precisa de uma revolução. A volta de Aránguiz não irá resolver tudo. 

Os ingressos de Alan Ruschel na lateral esquerda, de Valdívia no meio-campo e Ernando na zaga são indispensáveis para sonhar com algo. Martin Luque também é uma boa opção, mas precisa ainda se adaptar ao futebol brasileiro.

Se continuar sem velocidade e sem mudanças, o Inter não vencerá nada em 2014, mesmo tendo o seu melhor time dos últimos anos, tecnicamente falando.

terça-feira, 15 de julho de 2014

A seleção final da Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2014 acabou neste domingo, e teve a Alemanha como campeã. Diversos craques participaram e se destacaram no mundial, fazendo com que a edição de 2014 do torneio fosse considerada a Copa das Copas.

Com a ajuda dos estudantes de Jornalismo Guilherme Wunder e Leonardo Baimler, que também montaram os seus times, confira a seleção final da Copa do Mundo de 2014:


Guilherme Wunder

Ochoa, Lahm, Thiago Silva, David Luiz e Rojo; Khedira, Aránguiz, James Rodríguez e Kroos; Van Persie e Muller

Treinador: Van Gaal

Melhor jogador: Van Persie


Para Guilherme, Van Gaal foi o melhor treinador

Leonardo Baimler

Navas; Hummels, Garay e David Luiz; Mascherano, Kroos, James Rodríguez e Robben; Messi, Muller e Neymar

Treinador: Van Gaal

Melhor Jogador: Kroos

Leonardo elegeu Toni Kroos como o melhor da copa

Seleção do Olho tático

Neuer; Lahm, Hummels, Garay e Blind; Mascherano, Schweinsteiger, Kroos e James Rodríguez; Messi e Robben

Treinador: Jorge Sampaoli

Melhor Jogador: James Rodríguez

Já o blog escolheu James Rodriguez como o melhor jogador


Fotos: Globoesporte.com


terça-feira, 8 de julho de 2014

A seleção da Copa até as semifinais

Navas (Costa Rica): A campanha surpreendente da Costa Rica muito tem a ver com o seu goleiro. Com excelentes saídas de gol e defesas espetaculares, o "muro costarriquenho" foi o goleiro da Copa até agora.


Lahm (Alemanha): É o melhor lateral do mundo e faz uma grande Copa.

Hummels (Alemanha): O zagueirão do Borussia Dortmund foi perfeito até agora na competição. Ainda fez dois gols e ajudou o ataque.

David Luiz (Brasil): É o melhor jogador do Brasil na Copa. Sério na defesa, líder do grupo ao lado de Thiago Silva, e artilheiro na hora decisiva, é o "cara" até o momento.


Blind (Holanda): O lateral-esquerdo que joga no meio-campo e na zaga é peça chave no time Holandês. Com passe refinado e lançamentos perfeitos, é uma das grandes revelações da Copa até o momento.

Mascherano (Argentina): Faz uma copa impecável até o momento e é o principal organizador da saída de jogo do time de Alejandro Sabella.

Aránguiz (Chile): O volante do Internacional alia todas as qualidades para um volante. Ataca com qualidade, marca com precisão e tem excelente passe. A atuação mágica contra a Espanha beirou a perfeição. Craque de bola.

Messi (Argentina): É o melhor do mundo e um dos melhores da história. Nem precisa de adjetivos.


Robben (Holanda): Joga muita bola, é veloz e decidiu todos os jogos da Holanda até agora. O melhor jogador da Copa até o momento.

James Rodríguez (Colômbia): Craque colombiano foi decisivo e conduziu a Colômbia a sua melhor campanha na história das Copas. Com apenas 22 anos, tem tudo para ser um dos melhores jogadores do mundo.

Benzema (França): Goleador e principal jogador da boa campanha francesa. Só não foi mais decisivo por ter parado em Neuer, goleiraço da Alemanha, nas quartas de final.

Jorge Sampaoli (Chile): Principal mentor da melhor seleção Chilena de todos os tempos, fez seu time jogar de igual para igual com Espanha, Holanda e Brasil. Foi injustamente eliminado nos pênaltis, mas fez uma grande copa.




Fotos: Globoesporte.com



sexta-feira, 27 de junho de 2014

5 fatos da primeira fase da Copa do Mundo

- Acabou o ciclo da campeã do mundo

A campeã de 2010 fez uma copa deprimente. Com alguns jogadores irreconhecíveis, a Espanha jamais jogou bem, e saiu da copa sem deixar saudades. O tiki-taka espanhol parece ter esgotado o prazo de validade, e uma renovação é indispensável. Jogadores mais novos como Thiago, Koke e De Gea devem ganhar mais espaço no time.

- Uruguai depende muito de Suárez em todos os sentidos

Luisito Suárez não é importante só no futebol, mas sim em todos os aspectos. A partida contra a Costa Rica mostrou que sem o atacante do Liverpool, o moral do time de Óscar Tabarez não é o mesmo. Sem o atacante para o restante do mundial, é difícil imaginar a celeste brigando pela taça.

- Brasil e Argentina são times comuns sem seus craques

Neymar e Messi definiram todas as vitórias de Brasil e Argentina, quem esperava que os craques comandassem suas equipes não se decepcionou. Mas e quando eles não decidirem? Esse é o problema das duas equipes.

- A Bélgica pode mais

A geração de ouro da Bélgica venceu as 3 partidas, mas ainda não convenceu. Talvez por ter sempre que propôr o jogo, algo que não é característica da equipe de Hazard e companhia. Com mais espaços, a fase de mata-mata deve fazer o time crescer.

- Colômbia brigaria pelo título se tivesse Falcao Garcia

A Colômbia tem um grande time, mesmo sem o seu maior e melhor jogador. Com Falcao, o time com certeza brigaria pela taça. Será que sem ele isso será possível? Provavelmente não, mas o time Colombiano vai longe. Fica aquela pontinha de tristeza em não ver Falcao em ação.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sem mudanças, Brasil não vencerá a Copa


A seleção brasileira está tranquila na tabela do grupo A da Copa do Mundo. Com 4 pontos, a seleção precisa apenas empatar com o fraco time de Camarões para avançar para as oitavas de final da competição. Mas o desempenho contra a Croácia e o México foi preocupante. Nas duas partidas, o time de Felipão perdeu o meio-campo e foi pressionado pela marcação rival. Este problema no meio-campo, setor vital no futebol, pode custar caro na fase de mata-mata.


Além dos problemas no meio, o espaçamento entre os setores prejudica muito o time canarinho. Neymar e Fred muitas vezes ficam isolados do resto do time e precisam tentar resolver a parada sozinhos. O craque do Barcelona faz isso muito bem e cria chances, mas o atacante do Fluminense precisa ser municiado para brilhar, pois solitário não consegue levar vantagem em cima da marcação. Ou a seleção passa a jogar procurando Fred, ou o atacante precisa sair do time.
Outro favor que precisa ser revisto é o posicionamento dos laterais, que por muitas vezes deixam uma avenida para o adversário atacar e criar perigo à defesa brasileira.


Fora os problemas táticos, o Brasil sofre com problemas técnicos, com Daniel Alves, Paulinho e Fred muito abaixo e comprometendo o coletivo. Maicon precisa assumir a lateral direita para dar mais segurança ao setor.
Já o meio-campo necessita do ingresso de Willian, para dar mais aproximação e espaçar menos a equipe. Só Oscar para armar é pouco para o time brasileiro. Hernanes no lugar de Paulinho também seria importante para melhorar o passe e a saída de bola.
Com Holanda e Alemanha voando baixo, é difícil imaginar o Brasil campeão do jeito que está. O time precisa de mudanças para render melhor. Só a torcida não vai ganhar a copa, precisa-se de futebol.

Fotos: Globoesporte.com

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fernandão: Um dos melhores jogadores que eu já vi


Líder, motivador, guerreiro, matador e, acima de tudo, um grande jogador de futebol. Esse era Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, o maior jogador da história do Inter. Capitão e principal expoente do time nas conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes, em 2006, Fernandão era quem comandava as ações ofensivas do Inter em 2006. Jogando como atacante na Libertadores, ao lado de Rafael Sobis, ele se tornou meia para o Mundial de Clubes, jogando atrás de  Alexandre Pato e Iarley.


Essa polivalência era um dos principais trunfos do craque colorado. Desde 2004, quando chegou ao Inter, esta característica permitia com que o Inter mudasse a sua forma de jogar sem trocar jogadores. Principalmente na temporada 2005, onde conquistou no campo e perdeu fora dele o Campeonato Brasileiro, o recuo de Fernandão para a armação era o principal fator surpresa da equipe. A visão de jogo diferenciada ajudava a desafogar o jogo e abrir espaços para as penetrações na área adversária.


Mas era como atacante que Fernandão era decisivo. Matador e com o cabeceio como arma fatal, o craque fez 77 gols com a camisa colorada. Apesar de não ser um jogador veloz, ele compensava a falta de velocidade com grande movimentação e fazendo o pivô. Era muito acima da média e decisivo, sempre marcando gols em finais, como na Libertadores 2006 e no Gauchão 2008.


A perda cruel do maior jogador de sua história é um baque para os colorados, mas ajuda a ilustrar como Fernandão foi um jogador acima da média e que marcou época no Inter. Ele sempre será lembrado como o "capitão eterno" por sua liderança, mas principalmente pela bola redondinha que jogou na sua brilhante carreira. Fernandão é um dos melhores jogadores que eu já vi jogar na vida. Vai em Paz, capitão!

Fotos: Site Sport Club Internacional

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Uma final justa e injusta ao mesmo tempo

A final da UEFA Champions League 2013/2014 premiou o melhor time da competição, o Real Madrid, mas ao mesmo tempo foi um duro castigo para o Atlético de Madrid. O time de Diego Simeone sentiu o peso de uma temporada exaustiva, e não teve pernas para acompanhar o rival durante a prorrogação. Soma-se a isso o erro em escalar Diego Costa desde o início e perder uma substituição logo aos 8 minutos do primeiro tempo. A temporada espetacular do Atleti não merecia acabar de forma tão trágica, ainda mais depois da boa partida, jogando no limite, que o time fez na final. Mas por outro lado, depois de dominar o melhor time do momento, o Bayern, e eliminar o Borussia Dortmund com a clássica "sorte de campeão", o Real não merecia ficar sem a taça.
Um campeão justo pelo conjunto da obra.


Escalados sem surpresas e desfalcados de jogadores importantes (o Atlético sem Arda Turan e o Real sem Pepe e Xabi Alonso) os times jogaram um primeiro tempo bem abaixo da média. Mais preocupados em brigar, discutir e nervosos demais, os times não renderam o seu máximo, o que foi melhor para o Atlético, que abriu vantagem na tradicional jogada aérea que fez tanto sucesso na temporada.
Já no segundo tempo, com a cabeça no lugar, o Real tomou as rédeas da partida e começou a pressionar. O Atlético se defendeu como pôde e foi recuando mais ainda com as substituições. A tática parecia dar certo, pois o Real, com o tempo passando e o desespero batendo, começou a errar jogadas fáceis. Mas quando tudo parecia definido, veio o golpe de misericórdia do Real: o gol de Sérgio Ramos, que levou o jogo para a prorrogação e acabou com o Atlético.


Acabado física e psicologicamente, o Atlético virou presa fácil para o Real na prorrogação. O gol de Marcelo ilustrou o cansaço do Atlético, já que o jogador conduziu a bola sem marcação alguma por vários metros. A derrota por 4x1 foi um castigo duro demais para os colchoneros, mas não apaga em nada a fantástica temporada, coroada com o título espanhol.
O Real ganhou por ter mais jogadores decisivos, e, principalmente, por ter mais pernas e mais cabeça.
Um fim justo e injusto ao mesmo tempo. Algo que só o futebol nos proporciona.


Fotos: Site ESPN

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O time da temporada na Europa

Esqueça o Barcelona de Messi, o Real Madrid campeão da Copa do Rei e finalista da Champions League, o Manchester City campeão Inglês e da Copa da Liga Inglesa. Esqueça também o Bayern campeão Alemão, o PSG campeão Francês e do fantástico Ibrahimovic. Nenhum deles é o time da temporada na Europa. Esse lugar já é do Atlético de Madrid, o time sensação da temporada. A equipe de Simeone pode não ter sido a melhor tecnicamente, mas coletivamente foi disparada a melhor na europa em 2013/2014. 


É difícil destacar algum nome isolado no time de Madrid, e justamente essa é a principal carasterística da equipe, não ter nenhum craque, mas sim bons jogadores que formam um coletivo que é difícil de se ver. Podemos destacar o artilheiro Diego Costa, o motorzinho Arda Turan, o pensador Koke, o incansável Filipe Luís ou o paredão Courtois, mas seria injusto. O Atlético faz sucesso por juntar todas essas qualidades e aproveitar ao máximo. Por isso, ao lado de Jurgen Klopp, do Borussia Dortmund, Diego Simeone é o treinador que melhor consegue fazer o time render o seu máximo. É normal ver os jogadores correndo pelo treinador e acreditar no que ele fala até a morte. O esquema, que alterna do 4-2-3-1 para o 4-4-2 clássico, não é nada inovador, mas se torna especial pela aplicação dos jogadores, que o executam com maestria.
Ao longo da temporada, Milan, Barcelona, Real Madrid, Chelsea, Porto.... todos foram batidos pelo Atlético, que no final da temporada vê a glória e a decepção caminharem de mãos dadas.


Um empate basta para garantir o título espanhol. Um clássico contra o maior rival pode dar o maior título da história do clube. Mas e se vierem as derrotas e o time terminar a temporada de mãos abanando? Nada disso importa. O Atlético já é o time da temporada.
O futebol não é justo, e pode muito bem fazer com que o Atléti termine a temporada sem nada, mas ninguém merece mais um título que o time de Simeone.

Fotos: Site ESPN

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Inter mais forte dos últimos anos


O Inter 2014 é sim muito forte. Diferentemente dos últimos anos, o clube não decepciona no Brasileirão e pula na frente na arrancada da competição. O diferencial colorado é o meio-campo, que com Willians, Aránguiz, Alan Patrick, Alex e D'Alessandro, comanda o time e torna o colorado um dos melhores times do país. Junto a isso, o retorno do Beira-Rio, algo que fez muita falta em 2012 e, principalmente, 2013, torna o fator casa algo poderoso para o Inter. Será muito difícil bater o colorado em seus domínios durante o ano.


A presença de Abel Braga, que mantém o grupo na palma da sua mão e tem uma sintonia fora do comum com a torcida, é outro fator importante. Hoje, sem dúvidas, o Inter tem a sua equipe mais forte dos últimos anos. Talvez só o time campeão da Libertadores de 2010 seja mais forte que o atual. 
E mais, o colorado não tem só um grande time, mas também um grande grupo. Jogadores como Ygor, Ernando, Cláudio Winck, Valdívia, Eduardo Sasha, Wellington Paulista, Jorge Henrique e Otávio dão a certeza que em um campeonato longo, não será o número de desfalques que fará o jogo colorado perder qualidade.


Ofensivo, envolvente e, acima de tudo, muito forte. Esse é o Internacional, líder do Brasileirão e que já deu o seu cartão de visitas para o Brasil: Esse ano, a taça pode sim vir para Porto Alegre. E pintada de Vermelho.

Fotos: Alexandre Lops / Internacional

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Os 23 de Felipão



A máxima de fechar com o grupo se mostrou firme e forte, e Felipão preferiu escolher pelo grupo, e não pela qualidade. Beira o inacreditável não levar Miranda e Filipe Luís para a Copa. Hoje, os defensores do Atlético de Madrid, líder do Campeonato Espanhol e finalista da Champions League, seriam titulares de quase todas as seleções do mundo, tamanha a qualidade do futebol apresentado pela dupla durante a temporada. 
Levar Henrique, um bom zagueiro, mas que é inferior a Dedé e, especialmente, Miranda, é mostrar que Felipão quer trabalhar com quem conhece e com quem fecha com a sua filosofia de trabalho. Deixar Philippe Coutinho e Kaká vendo a Copa pela TV, também mostra que a confiança do treinador em Oscar é gigantesca. O meia do Chelsea é o único com característica de armador no grupo, sem ter nenhum substituto a altura em caso de necessidade. Talvez o maior erro de Felipão tenha sido este. 


No mais, tudo como esperado, com Victor sendo o terceiro goleiro e Jô sendo o reserva de Fred.
Hoje, dia 07/05/14, já é possível saber a escalação e a formação da seleção que entrará em campo no dia 12/06/14, contra a Croácia.
Julio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho; Hulk, Oscar e Neymar; Fred. O 4-2-3-1, que varia para 4-3-3. Mesmo esquema da Copa das Confederações.
Estes são os escolhidos de Felipão e que buscarão um lugar na história.

Fotos: Divulgação CBF

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Libertadores dá choque de realidade no futebol brasileiro


O que se desenhava depois da primeira fase, terminou de tomar forma nesta semana. Após as eliminações de Atlético-PR, Flamengo e Botafogo na primeira fase, o futebol brasileiro perdeu mais dois representantes da Libertadores: Atlético-MG e Grêmio. O tricolor perdeu para o San Lorenzo, enquanto o Galo foi desclassificado pelo Atlético Nacional de Medellín.
Só o Cruzeiro sobrevive entre os 8 times restantes, e, por ser o melhor time da competição, tem grandes possibilidades de erguer a taça. Mas, mesmo ganhando um quinto título seguido, o Brasil precisa abrir o olho, já que está claro que não tem mais os melhores times do continente, mesmo com o investimento cada vez maior nas suas equipes. 


Faltou Imposição para os times Brasileiros na Libertadores. Especialmente para Flamengo, Grêmio e Atlético-MG, que eram claramente superiores aos seus adversários e se complicaram por entrar no jogo do oponente. Taticamente e mentalmente, o futebol brasileiro não apresenta variação a muito tempo. não surgem variações táticas, novidades e novos conceitos de jogo. 
É muito pouco para o Brasil, com o orçamento que os clubes tem, ter só um representante só entre os 8 classificados para as quartas de final. Exceto o Corinthians de 2012, todos os Brasileiros campeões da Libertadores de 2010 pra cá sofrem mais do que o necessário para ganhar. O Atlético-MG precisou de duas disputas de penalidades, o Santos quase foi eliminado na primeira fase, o Inter teve um milagre com o Estudiantes...
A Libertadores 2014 serviu para dar um choque de realidade no futebol brasileiro, que se acha tão superior aos demais, mas que no momento não é.

Fotos: Globoesporte.com

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Paulo Autuori destroçou o Atlético-MG e caiu na hora certa


Campeão da Libertadores 2013 com todos os méritos, e, mesmo com a surpreendente derrota para o Raja Casablanca no Mundial de Clubes, com a base mantida, se esperava muito do Atlético-MG na temporada 2014. Com zagueiros com nível de seleção, um grande goleiro e um quarteto de frente envolvente, o Galo tinha tudo para continuar encantando o Brasil e a América em 2014, mesmo com a troca de comando.
Mas não foi isso que aconteceu. Paulo Autuori, que herdou a vaga de Cuca, que foi para a China, mudou completamente a maneira de jogar do Atlético. Tornou a equipe um time previsível, lento, que marca mal e, principalmente, não consegue jogar bem. A invenção de Dátolo na lateral foi um dos tantos erros do treinador, que deixou o time exposto pelo lado esquerdo, já que o argentino, que é meia, não consegue marcar e deixa muitos espaços.
Mesmo mantendo o 4-2-3-1 dos tempos de Cuca, Autuori tirou o melhor do seu time: a velocidade. Usou, por diversas vezes, seus jogadores mais talentosos para fazer a primeira linha de marcação. Com certeza o técnico foi atrapalhado pelo fase de alguns jogadores, como Ronaldinho e Pierre, que não são nem sombra do que foram no ano passado, mas a culpa principal é sua. Ele destroçou um time pronto. Quis inventar e seu perdeu. 
Perdeu a grande chance de se levantar, após fracassos com Vasco e São Paulo. A atuação contra o Atlético Nacional foi só mais um capítulo ruim da passagem de Autuori por BH, que deve ser esquecida. 
O Galo muda certo e na hora certa. Se vai adiantar? Não tem como saber, mas como estava, não dava pra ficar. O Atual campeão da América merece jogar mais.

Foto: Site Clube Atlético Mineiro

quinta-feira, 17 de abril de 2014

As semifinais da Champions League

Atlético de Madrid
           
Chelsea


                     X          







Atlético de Madrid e Chelsea fazem uma semifinal marcada pelo equilíbrio. O time espanhol, de Diego Costa e Simeone, faz uma grande temporada e surpreende o mundo inteiro com a presença na semifinais e a liderança do campeonato espanhol. Já os ingleses ainda brigam pelo título Inglês, mas tem a grande chance de consagrar a temporada com a conquista da Liga dos Campeões.
O duelo dos técnicos será muito interessante. O consagrado José Mourinho vai duelar contra Diego Simeone, o treinador da temporada na europa. A disputa deve embalar um duelo tático que tem tudo para ser espetacular, já que o 4-4-2, que as vezes alterna para 4-4-1-1, dos colchoneros e o 4-2-3-1 dos Blues não encaixam muito.
A experiência do Chelsea na competição pode falar mais alto, mas não se pode mais duvidar do Atlético de Madrid, que tem boas chances de terminar a temporada finalista da Champions League e Campeão espanhol.
Palpite: Chelsea
Real Madrid

Bayern 

         

                   X                    





Bayern e Real Madrid fazem a semifinal que todo mundo queria ver. Os dois, que atualmente são os melhores times do mundo, fazem um jogo totalmente imprevisível, onde quem passar será o grande favorito na final. A condição física de Cristiano Ronaldo é a principal questão do lado merengue, já que o time perde muito de sua capacidade ofensiva sem o camisa 7 da seleção Portuguesa. O Bayern tem a seu favor o fato de decidir em casa, mas o Real tem o contra ataque rápido, especialmente com Bale, autor de um golaço na final da Copa do Rei. 
A tendência aponta para um confronto em que o Bayern vai ter a bola, como é o costume das equipes de Pep Guardiola, e o Real vai esperar e contra atacar em velocidade, pegando a zaga bávara desprevinida.
As equipes, que jogam no mesmo esquema tático, o 4-2-3-1, farão jogos espetaculares e o confronto será decidido no detalhe. Uma falha deverá ser fatal. 
Palpite: Bayern

Fotos: ESPN

terça-feira, 15 de abril de 2014

Inter atropela o Grêmio e fatura o Gauchão


A final equilibrada que todos esperavam ficou longe de acontecer. O Internacional simplesmente passou por cima do Grêmio, goleou por 6x2 no agregado, e foi campeão Gaúcho de 2014. A superioridade colorada na final foi incontestável, e ficou a sensação que, se continuasse jogando com seriedade após o quarto gol, o time de Abel Braga poderia aplicar uma goleada ainda maior.


O primeiro tempo do clássico foi bem morno. O Grêmio tentava atacar e o Internacional controlava o jogo e administrava a vantagem construída na Arena. Até que Werley resolveu botar emoção no jogo, e entregou o primeiro gol para o Inter, em uma falha bisonha. A partir deste lance, o Grêmio se entregou e o Inter começou a passear em campo.
Na volta do Intevalo, Enderson Moreira tirou Edinho, seu volante mais marcador, e colocou Maxi Rodríguez, que entrou se arrastando em campo. Com mais liberdade para jogar, o Inter não teve dificuldades para fazer 3 gols em 8 minutos, e decidir o campeonato. Com a goleada contruída, o time colorado tirou o pé e esperou o apito final para iniciar a festa do título.


O vareio de bola aplicado no maior rival, prova que o Inter de 2014 veio para fazer história. O time parece ter mais fome que em anos anteriores, e tem uma fator que pode fazer a diferença: Abel Braga. O treinador, campeão do mundo com o Inter em 2006, aniquilou Enderson Moreira no duelo entre os treinadores.
Já o Grêmio terá que se recuperar da pancada e já se preparar para a Libertadores. O tricolor precisa dar uma resposta para a sua torcida, e provar que o verdadeiro Grêmio é o da Libertadores, e não o de domingo, onde foi facilmente amassado pelo maior rival. Enderson Moreira vai precisar provar que está pronto para uma grande conquista, o que não pareceu estar neste domingo.
O Gre-Nal acaba com mais certezas no Inter e dúvidas no Grêmio.

Fotos: Alexandre Lops / Internacional

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Gre-Nal 401 tem tudo para ser equilibrado e bem jogado


O Gre-Nal 401, que será disputado no domingo, no Centenário, e marcará a finalíssima do Gauchão 2014, tem tudo para ser um dos mais espetaculares clássicos dos últimos anos. Com um colorado que conta com muita qualidade no meio-campo e futebol ofensivo, e um Grêmio veloz correndo atrás do resultado, é difícil imaginar um clássico amarrado. A tendência aponta para um jogo recheado de chances e gols.
A expectativa é que o jogo seja equilibrado, diferente do segundo tempo da primeira partida, onde o Internacional deu um baile no time de Enderson Moreira.


O time colorado será o mesmo do segundo tempo na Arena. Alan Patrick tomou o lugar de Jorge Henrique, e agora forma junto com Aránguiz, Alex e D'Alessandro uma linha de armadores de alta qualidade. Abel Braga deve escalar o time no 4-1-4-1, com Willians entre as linhas de meio e defesa, e Rafael Moura mais adiantado. Essa é a melhor formação do colorado, que parece estar num bom caminho para brigar por títulos importantes nesta temporada. 
Sendo usada de maneira positiva, a vantagem de poder empatar pode ser muito positiva para o time de Abel Braga.


Já o Grêmio precisa atacar mais para buscar a virada e o título. Além disso, não repetir os erros e a atuação apática do segundo tempo do jogo de ida, na arena, é de suma importância para o tricolor buscar o título, que não vem desde 2010. Alán Ruiz deve ser o substituto do jovem Luan que, lesionado, é o principal desfalque do lado azul do clássico. Com isso, Dudu deve jogar com mais liberdade para encostar em Barcos no ataque.
É a grande chance de Enderson Moreira testar um esquema mais veloz e ofensivo, sacando o volante Edinho e apostando em Jean Deretti ou Maxi Rodríguez.
Um grande jogo, que vai parar o estado, se aproxima, e a pergunta está prestes a ser respondida: Quem é o melhor time gaúcho? A resposta vem domingo, no Centenário, a partir das 16h.

Fotos: Globoesporte.com

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O fim da era Wenger se aproxima no Arsenal


Arsene Wenger foi, sem dúvida alguma, um dos maiores treinadores da história do Arsenal. Foi campeão Inglês invicto, da Copa da Inglaterra, finalista da UEFA Champions League, transformou o Arsenal numa potencia e, por muitas vezes, uma referência pelo futebol bem jogado. Mas este tempo passou. Hoje, o Arsenal de Wenger não passa confiança alguma, é goleado repetidas vezes nos clássicos, e vê os rivais, mais poderosos, abrirem cada vez mais vantagem em relação aos gunners. O Arsenal poderoso, que brigava por todos os títulos e cheio de craques como Henry, Pires, Ljungberg e Vieira não existe mais. Atualmente, o Arsenal é sempre um coadjuvante, talvez até pela política de, quase sempre, contratar apenas promessas do futebol mundial.
A filosofia de Wenger parece estar ultrapassada, e ele já não consegue mais acertar nas contratações. Existe um claro desgaste do treinador com o clube e uma troca é inevitável. 


A imprensa inglesa já começa a noticiar a provável demissão do treinador, que comanda a equipe a quase 20 anos, na janela do meio do ano. E isso é o mais acertado a se fazer. Hoje, Wenger é um treinador comum, com um estilo de jogo manjado que pouco tem a acrescentar ao time do Arsenal. 
Uma mudança de filosofia deve vir nos gunners, que devem passar a investir mais em contratações, para voltarem a brigar pelos títulos de igual para igual com os rivais. Perder jogadores como Nasri e Fabregas, e repor com apostas como Ramsey e Chamberlain, é muito pouco para quem já chegou a dominar o futebol Inglês.
O Arsenal precisa mudar para voltar a ser grande no futebol mundial.

Fotos: Site Arsenal

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Enderson aprende lição do Gre-Nal, Grêmio vence e se classifica


O Grêmio é o primeiro Brasileiro classificado para as oitavas de final da Libertadores. O tricolor venceu o Atlético Nacional, na Colômbia, por 2 a 0, com gols de Barcos e Dudu, e garantiu a vaga. Parece que a lição do Gre-Nal foi bem entendida pelo grupo e por Enderson, e o tricolor voltou a mostrar as virtudes que o fazem ser o melhor brasileiro da competição até agora: defesa sólida e muita marcação.


O time colombiano parece ter visto o clássico de domingo, na arena, e entrou com o mesmo esquema que o Internacional utilizou no segundo tempo, o 4-1-4-1. No primeiro tempo, o time gremista teve muita dificuldade para encaixar a marcação e não conseguiu se compactar, ficando com setores espaçados e sem conseguir ter a bola.Para resumir: os mesmos problemas do Gre-Nal de domingo, quando o tricolor foi melhor no primeiro tempo e acabou levando um baile no segundo.
Mas Enderson Moreira desta vez foi muito bem, e conseguiu mudar o time no intervalo. Adiantando Riveros para atuar na linha de meias junto com Dudu e Luan, Enderson conseguiu fazer o time atacar e continuar se defendendo bem. Com isso, a vitória veio ao natural, muito devido a excelente partida da defesa, especialmente de Marcelo Grohe.


O tricolor tem um futuro promissor na Libertadores, e deve crescer ainda mais no mata-mata, onde costuma se agigantar frente aos rivais.Essa é a chance mais cristalina de um título importante que não vem desde 2001, já que o time da Libertadores não parece a equipe desconcentrada do gauchão.

Fotos: Gremio.net

segunda-feira, 31 de março de 2014

Abel Braga foi o cara do Gre-Nal 400


De vilão a herói. Assim pode ser resumida a tarde de Abel Braga, na vitória do Inter por 2 x 1 no Gre-Nal 400, realizado na Arena e que abriu a final do Gauchão 2014. Com uma escalação inicial tenebrosa em campo, onde bagunçou totalmente sua equipe, Abel mudou o jogo no segundo tempo, e fez o Inter dar um baile no tricolor. Poucas vezes vimos um treinador decidir tanto um clássico, como aconteceu ontem.


O nó tático de Abel no segundo tempo começou com a mudança de esquema. O time, que jogou o primeiro tempo no 4-2-3-1, voltou no 4-1-4-1, com Willians entre as linhas de defesa e meio-campo, e Rafael Moura mais a frente. Com isso, o time ficou mais compacto, marcou melhor, e fez seus dois melhores jogadores, Aránguiz e D'Alessandro, aparecerem no jogo. O Argentino, que não apareceu no primeiro tempo devido a marcação individual de Edinho, passou a jogar pela direita, e com isso teve muito mais liberdade. Já o chileno, que foi primeiro volante no primeiro tempo, voltou a ter a liberdade para circular pelo campo.


A entrada de Alan Patrick também foi fundamental. O meia, que substituiu o pouco inspirado Jorge Henrique, entrou muito bem no jogo, dando mais intensidade ao meio-campo e acertando praticamente tudo que tentou. Outro ponto importante foi ter adiantado Alex, que mais próximo ao gol, foi decisivo no passe para Aránguiz, que deu origem ao primeiro gol de Rafael Moura.
Mas além da competência, Abel também contou com a sorte. A escolha contestada por Rafael Moura e não Wellington Paulista mostrou ser mais do que correta, e o He-Man, no lugar certo por duas vezes, fez dois gols e se consagrou.


Fica a consagração pelo acerto no intervalo, mas também o alerta, já que Abel só mudou bem o time por ter escalado mal. O time colorado passou bem pelo seu primeiro grande teste da temporada, e Abel parece ter achado a equipe ideal. Alan Patrick pede passagem e deve continuar na vaga de Jorge Henrique, adiantando Alex, e aproveitando melhor Aránguiz e D'Alessandro, que são os grandes jogadores do Inter.


É difícil imaginar o colorado perdendo o título em um Beira-Rio lotado e com a chance de ver o Inter levantar a primeira taça em seu novo estádio. Mas o Grêmio não pode ser subestimado. Outro grande jogo vem por aí e fica a lição: Abel Braga é muito superior a Enderson Moreira, que ainda precisa provar que faz parte dos grandes do Brasil.

Fotos: Alexandre Lops / Internacional