sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cruzeiro, o Barcelona do Brasil?

O Cruzeiro foi campeão brasileiro em 2013. Em 2014, já levantou a taça do campeonato mineiro. E agora, está muito próximo de levantar o bicampeonato nacional. Mesmo com meio campeonato ainda a ser disputado, é muito difícil o time de Marcelo Oliveira perder o campeonato. Mas qual o motivo de tanta certeza? É a superioridade. O Cruzeiro é disparado o melhor time do país. Sobra no campeonato e, se jogar o seu normal, levará também a Copa do Brasil, conquistado a tríplice Coroa nacional pela segunda vez na sua história.

Foto: Globoesporte.com

O esquema do Cruzeiro é o tradicional no futebol brasileiro: o 4-2-3-1. Mas qual a diferença para os demais então, a qualidade técnica? Não necessariamente. O time mineiro é repleto de grandes jogadores, como Dedé, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, mas não tem nenhum craque. O time é baseado no jogo coletivo, numa transição veloz e numa compactação que beira a perfeição. Não é novidade ver os 11 titulares jogando em um espaço de 30 ou 40 metros. 
Com toda essa superioridade, é só uma questão de tempo para mais taças chegarem. O reinado do Cruzeiro no Brasil lembra o do Barcelona na Espanha de 2009 até 2011, onde ganhava quase todos os títulos. Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e Fábio devem ganhar seu segundo título brasileiro e, muito provavelmente, sua primeira Copa do Brasil. 
Aqui no Brasil, o Cruzeiro é quase imbatível.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Gre-Nal 402 mostra superioridade do Inter, que pode ganhar o Brasil

O primeiro Gre-Nal da história do novo Beira-Rio ilustrou a superioridade do time de Abel Braga. Mesmo excessivamente cauteloso, com a presença do volante Wellington na vaga de Alan Patrick, o colorado controlou o jogo e venceu quando bem entendeu. A maior qualidade técnica e o maior entrosamento fizeram a diferença, já que o time vermelho joga junto desde janeiro, enquanto o tricolor, muito mexido e ainda sem uma identidade, busca um time ideal. Nem mesmo a estreia de Felipão ajudou o time gremista a vencer o seu maior rival, o que não acontece desde 2012, em vitória por 1 a 0, gol de Elano, no último clássico da história do velho Beira-Rio.

Abel Braga está com sorte nos enfrentamentos com o seu maior rival em 2014. No primeiro Gre-Nal da final do gauchão, encontrou um time no segundo tempo, com o  ingresso de Alan Patrick no lado esquerdo do meio-campo. Desta vez, no clássico pelo campeonato brasileiro, achou novamente uma equipe ideal para o momento. Wellington na vaga de Alan Patrick, com o chileno Charles Aránguiz sendo adiantado para a linha de meias, deu mais dinâmica e mais marcação para o time. 

Já Felipão mudou demais o time gremista, mas teve achados importantes. O jovem volante Wallace, com muita imposição física, marcação e bom passe se firmou no meio-campo e deve ter sequência. Felipe Bastos foi outro que aproveitou bem a sua chance. Mas algumas mudanças não deram resultado, o que já era esperado. Um time com Ramiro e Pará nas laterais não pode dar certo. Além disso, Werley na vaga de Geromel foi um erro, já que o zagueiro falhou clamorosamente no gol de Aránguiz. 

Foto: Alexandre Lops / Internacional

A partir de agora, a dupla seguirá caminhos diferentes no Brasileirão. Mesmo eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará, com duas derrotas lamentáveis, o Inter irá brigar com Cruzeiro, Fluminense e Corinthians pelo título do campeonato Brasileiro, enquanto o Grêmio, muito atrás da ponta da tabela, concentra suas atenções em buscar uma vaga na Libertadores e na Copa do Brasil.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Volta de Felipão é "Pensamento mágico" no Grêmio

A última lembrança que se guarda de Luiz Felipe Scolari é a péssima Copa do Mundo do treinador. Um dos principais responsáveis pelo fracasso retumbante da seleção canarinho no mundial, Felipão se mostrou totalmente defasado e ultrapassado na Copa, onde foi facilmente dominado por times menos fortes que a seleção. Além disso, teimosias com jogadores como Hulk e Fred e a escolha por Bernard, no fatídico jogo contra a Alemanha, jogaram a pá de cal no péssimo trabalho do treinador responsável pelo pentacampeonato, em 2002.
Mas o fraco trabalho do treinador na copa, incrivelmente, lhe rendeu uma vaga para treinar o Grêmio, time na qual ganhou tudo e é um dos maiores treinadores da história do clube.

Foto: Gremio.net

A volta ilustra o "pensamento mágico" de Fábio Koff, que parece achar que a volta de um treinador com história, que vai unir o time, ganhar na base do grito e com a união com a torcida, será importante para o clube. O estilo do treinador é totalmente defasado e não combina com o futebol moderno.
Mas pode dar certo. A pobreza do futebol brasileiro é de assustar e pode fazer o treinador reeditar seus velhos trabalhos, recheados de títulos. Mas essa não é a tendência.
A estreia de Felipão será no Gre-Nal 402, o primeiro da história do novo Beira-Rio. É a chance do treinador começar a provar para todos que não está ultrapassado, e pode sim fazer um grande trabalho. Agora é esperar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Queijo Suíço colorado: Furos no time precisam ser resolvidos rapidamente

A Parada da Copa do Mundo não serviu em nada para o Internacional. Os 45 dias de treinamentos e preparação fizeram o time colorado involuir. Com atuações assustadoras pela ruindade diante de Bahia e Ceará, algumas peças confirmaram que não tem capacidade alguma de vestir a camisa do Internacional.
O lateral Fabrício, o volante Willians e o zagueiro Juan prejudicam o coletivo da equipe de uma maneira impressionante. Fabrício, sempre fora do lugar e mal posicionado, é um péssimo lateral. A dificuldade do jogador em acertar um cruzamento é espantosa. Willians não consegue acertar um passe de 3 metros. E Juan não ganha uma vez o confronto direto contra os atacantes. O zagueiro, que foi um grande jogador no passado, está em fim de carreira, e não pode mais ser titular do time de Abel Braga.

Abel, aliás, é um dos principais culpados pelas atuação horrorosas do time. Insistir em um time que claramente não dará certo é uma teimosia que pode custar caro. A dependência em Aránguiz é assustadora, já que sem o chileno não há velocidade. Alan Patrick, Alex e D'Alessandro não são velozes, muito menos Rafael Moura, com todos juntos, não existe nenhuma chance de surpreender ninguém com uma jogada veloz.

Foto: Alexandre Lops / Internacional

Para sonhar com pelo menos uma vaga na Libertadores e com a virada no confronto de volta contra o Ceará, o time precisa de uma revolução. A volta de Aránguiz não irá resolver tudo. 

Os ingressos de Alan Ruschel na lateral esquerda, de Valdívia no meio-campo e Ernando na zaga são indispensáveis para sonhar com algo. Martin Luque também é uma boa opção, mas precisa ainda se adaptar ao futebol brasileiro.

Se continuar sem velocidade e sem mudanças, o Inter não vencerá nada em 2014, mesmo tendo o seu melhor time dos últimos anos, tecnicamente falando.