sexta-feira, 27 de junho de 2014

5 fatos da primeira fase da Copa do Mundo

- Acabou o ciclo da campeã do mundo

A campeã de 2010 fez uma copa deprimente. Com alguns jogadores irreconhecíveis, a Espanha jamais jogou bem, e saiu da copa sem deixar saudades. O tiki-taka espanhol parece ter esgotado o prazo de validade, e uma renovação é indispensável. Jogadores mais novos como Thiago, Koke e De Gea devem ganhar mais espaço no time.

- Uruguai depende muito de Suárez em todos os sentidos

Luisito Suárez não é importante só no futebol, mas sim em todos os aspectos. A partida contra a Costa Rica mostrou que sem o atacante do Liverpool, o moral do time de Óscar Tabarez não é o mesmo. Sem o atacante para o restante do mundial, é difícil imaginar a celeste brigando pela taça.

- Brasil e Argentina são times comuns sem seus craques

Neymar e Messi definiram todas as vitórias de Brasil e Argentina, quem esperava que os craques comandassem suas equipes não se decepcionou. Mas e quando eles não decidirem? Esse é o problema das duas equipes.

- A Bélgica pode mais

A geração de ouro da Bélgica venceu as 3 partidas, mas ainda não convenceu. Talvez por ter sempre que propôr o jogo, algo que não é característica da equipe de Hazard e companhia. Com mais espaços, a fase de mata-mata deve fazer o time crescer.

- Colômbia brigaria pelo título se tivesse Falcao Garcia

A Colômbia tem um grande time, mesmo sem o seu maior e melhor jogador. Com Falcao, o time com certeza brigaria pela taça. Será que sem ele isso será possível? Provavelmente não, mas o time Colombiano vai longe. Fica aquela pontinha de tristeza em não ver Falcao em ação.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sem mudanças, Brasil não vencerá a Copa


A seleção brasileira está tranquila na tabela do grupo A da Copa do Mundo. Com 4 pontos, a seleção precisa apenas empatar com o fraco time de Camarões para avançar para as oitavas de final da competição. Mas o desempenho contra a Croácia e o México foi preocupante. Nas duas partidas, o time de Felipão perdeu o meio-campo e foi pressionado pela marcação rival. Este problema no meio-campo, setor vital no futebol, pode custar caro na fase de mata-mata.


Além dos problemas no meio, o espaçamento entre os setores prejudica muito o time canarinho. Neymar e Fred muitas vezes ficam isolados do resto do time e precisam tentar resolver a parada sozinhos. O craque do Barcelona faz isso muito bem e cria chances, mas o atacante do Fluminense precisa ser municiado para brilhar, pois solitário não consegue levar vantagem em cima da marcação. Ou a seleção passa a jogar procurando Fred, ou o atacante precisa sair do time.
Outro favor que precisa ser revisto é o posicionamento dos laterais, que por muitas vezes deixam uma avenida para o adversário atacar e criar perigo à defesa brasileira.


Fora os problemas táticos, o Brasil sofre com problemas técnicos, com Daniel Alves, Paulinho e Fred muito abaixo e comprometendo o coletivo. Maicon precisa assumir a lateral direita para dar mais segurança ao setor.
Já o meio-campo necessita do ingresso de Willian, para dar mais aproximação e espaçar menos a equipe. Só Oscar para armar é pouco para o time brasileiro. Hernanes no lugar de Paulinho também seria importante para melhorar o passe e a saída de bola.
Com Holanda e Alemanha voando baixo, é difícil imaginar o Brasil campeão do jeito que está. O time precisa de mudanças para render melhor. Só a torcida não vai ganhar a copa, precisa-se de futebol.

Fotos: Globoesporte.com

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fernandão: Um dos melhores jogadores que eu já vi


Líder, motivador, guerreiro, matador e, acima de tudo, um grande jogador de futebol. Esse era Fernando Lúcio da Costa, o Fernandão, o maior jogador da história do Inter. Capitão e principal expoente do time nas conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes, em 2006, Fernandão era quem comandava as ações ofensivas do Inter em 2006. Jogando como atacante na Libertadores, ao lado de Rafael Sobis, ele se tornou meia para o Mundial de Clubes, jogando atrás de  Alexandre Pato e Iarley.


Essa polivalência era um dos principais trunfos do craque colorado. Desde 2004, quando chegou ao Inter, esta característica permitia com que o Inter mudasse a sua forma de jogar sem trocar jogadores. Principalmente na temporada 2005, onde conquistou no campo e perdeu fora dele o Campeonato Brasileiro, o recuo de Fernandão para a armação era o principal fator surpresa da equipe. A visão de jogo diferenciada ajudava a desafogar o jogo e abrir espaços para as penetrações na área adversária.


Mas era como atacante que Fernandão era decisivo. Matador e com o cabeceio como arma fatal, o craque fez 77 gols com a camisa colorada. Apesar de não ser um jogador veloz, ele compensava a falta de velocidade com grande movimentação e fazendo o pivô. Era muito acima da média e decisivo, sempre marcando gols em finais, como na Libertadores 2006 e no Gauchão 2008.


A perda cruel do maior jogador de sua história é um baque para os colorados, mas ajuda a ilustrar como Fernandão foi um jogador acima da média e que marcou época no Inter. Ele sempre será lembrado como o "capitão eterno" por sua liderança, mas principalmente pela bola redondinha que jogou na sua brilhante carreira. Fernandão é um dos melhores jogadores que eu já vi jogar na vida. Vai em Paz, capitão!

Fotos: Site Sport Club Internacional